Quando eu vi que o tema em geral do
semestre ia ser “sustentabilidade” eu fiquei desanimado.Sempre escutei sustentabilidade no contexto
de desenvolvimento, e pensei, isso não é muito minha área, não sabia se isso ia
dar para mim escrever muito.Mas depois,
pensando nisso e o assunto de globalização, eu me dei conta que talvez tem
outros aspeitos da sociedade de que é importante tomar conta.Disso saiu a minha busca no contexto de “sustentabilidade
cultural.”Tem várias coisas que se pode
estudar na cultura brasileira, que, na frente da crecente desigualdade social e
globalização, estão mudando.Ao longo do
semestre, começando em setembro, eu me afiliei com um grupo de capoeira,
Capoeira Brasil. Me dei conta que
capoeira é uma tradição com mas de 400 anos, que o desenvolvimento dele é muito
volúvel e que é realmente muito brasileiro. Então nesse trabalho escrito eu vou falar sobre a história de capoeira,
como chegou a ser o capoeira de hoje, e o que é capoeira hoje para ver se que
tipo de cultura é sustentada por capoeira.
“As
origens da capoeira – se africanos ou brasileiros – são motivos de discussão
até os dias de hoje.”(Nestor Capoeira, pg 13) Quando os portugueses deixaram de usar índios como escravos, começaram a
importar pessoas da África para trabalhar como escravos, e vieram, em ondas
diferentes e de muitos lugares diferentes da África.Escravos vinham do Sudão, Gâmbia, Serra Leoa,
Costa da Mala, Costa do Marfim, Nigéria, dos tribos Bantu, da Angola, e do
território de Moçambique.(Darcy Ribereiro, pgs 13-14)Esses escravos, se juntaram para criar
Capoeira.Un autor até disse que estava
incluido no grupo que ajudou com a criação de capoeira um chinês, um inglês e
um americano, que eles imaginaram que “um dia surgia uma manifestação cultural,
uma dança-luta, um jogo que seja mistura do boxe, do Tai-Chi, do Samba, dacuíca e do ‘swat.’”(Capoeira, pg 13)Essa questão de ser africano ou brasileiro
ainda é muito discutido, mas na minha ponto de vista, capoeira é uma tradição brasileira.Mesmo assim que tinha pessoas de todas essas
outras nações ou não, e é dito que tem raizes em ritos africanos, a prática de
capoeira como nos vemos ele hoje não seria o mesmo se não tivesse sobrevivido
durante todas essas épocas de escravidão e opressão.Alem disso esse livro disse que “a capoeira
daquela época pouco tinha aver com a que é praticada hoje ou tem sido praticada
nos últimos 100 anos” e que “O berimbau não se relaciona ainda a jogo” que
disse muito sobre as mudanças dentro da capoeira.(Capoeira, pg 14)O berimbau é fundamental na pratica da
capoeira atual; isso sugere que, mesmo assim que o berimbau vem da África,
capoeira evoluiu muito durante seu tempo sendo praticado no Brasil.
No contexto do
sistema, capoeira se escondeu cada vez mais, desenvolvendo novos costumes que
se adicionaram ao jogo, foi a ilegalidade da capoeira forçou uma evolução na
parte da “dança-luta.”Um livro soma
quais provavelmente era os motivos porque eram prohibidos:
-dava aos africanos um sentido de
nacionalidade
-dava ao capoeirista
individualmente auto-confiança
-formava pequenos grupos coesos
-formava lutadores ágeis e
perigosos
-as vezes no jogo, os escravos se machucavam – o que era economicamente
indesejável
(Capoeira, pg 14)
Isso forçou os
escravos que estavam praticando a capoeira a usar mas movimentos que pareciam
com arte e dança para esconder o jogo atual.(Capoeira pg 14)Começou durante o escravidão do país, depois
da declaração da republica, os escravos foram liberados para fazer o que
quiseram, mas a capoeira não deixou de ser prohibida.O problema era que, ja dependente do sistéma
de escravidão para mas tempo de que qualquer outro país, Brasil estava se
preparando para o espaço no sistema que a falta de escravos ia criar no mundo
de mão de obra, estavam importando imigrantes da Europa para fazer esse
trabalho.Essa falta de lugar no sistema
carregou o povo brasileiro negro para a periferia, efetivamente marginalizando o
pobre, excluindo eles da sociedade, e com eles a capoeira também.Os jogadores, como marginalizados, eram visto
como criminosos, portanto a capoeira era conhecido, nessa época, como uma luta
de criminal e todos os praticantes foram castigados cruelmente.Mestres foram assasinados só por ter ensinado
o jogo. É nessa época que começa estórias sobre lutadores lendárias que ninguem
conseguia matar.Capoeira nessa época
incluiu ainda mais elementos de dança que escondia o que eles estavam
fazendo.Também virou costume ter um
apelido de capoeira para ninguém conhecer quem realmente estava praticando a
capoeira, um costume que até hoje é continuado. Os lugares que eles escolheram para fazer capoeira eram muito
escondidos, e ouvi falar, mas não encontrei uma fonte crível que disse isso
explicitamente, que capoeiristas criaram uma batida especial para avisar os
lutadores que a policia estava chegando sem saindo do normal e portanto a
policia fui ainda mas confusa.
Ao
redor dos anos 1930 houve uma revolução enorme na pratica de Capoeira.O mestre Bimba, depois de negociar com o
governador da bahia, fez uma presentação de capoeira e consegue a permissão do
governador para abrir o “centro de Cultura Física Regional Baiano” dedicado ao
ensino da sua bela arte[i].Quando o Mestre Bimba começa a ensinar
capoeira lá, também começa o processo que tirou a capoeira da
marginalidade.Depois Vargas durante seu
tempo no poder liberou capoeira para todo o Brasil, liberando o totalmente da
sua prisão de exclusão.Agora liberado
para todas as classes, Mestre Bimba não só liberou capoeira, ele também com a ajuda
de novos estudantes de outras classes, criou uma nova forma de Capoeira, que
agora tem nome de capoeira regional[ii].“O estilo tradicional passa a ser designado
como ‘Capoeira angola[iii]’”
que era o novo nome para a capoeira tradicional.Depois de que já era establecido a capoeira
regional, pessoas de outras regiões do Brasil, principalmente Rio de Janeiro e
São Paulo, veiam para estudar com o mestre Bimba, para depois voltar e começar
escolas de capoeira no modelo que ele criou, que passou a ser chamado Senzala[iv].É nessa época que nos vemos as mudanças,
capoeira começa a só ser praticado em academias, e desenvolve um sistema de
cordas coloridas, ensino de ginástica intensivo, e treino sistemático dos
golpes começam as competições com juízes e regras[v].
Que
surgiu também, que vem antes da revolução do Mestre Bimba, é a integração do
berimbau na Capoeira.O berimbau é um
dos instrumentos mas velhos do mundo com raízes africanos.Construido simplesmente com um pedaço de
madeira, uma corda de aço, uma cabaça e corda e parafusos para juntar tudo, é
um instrumento muito complexo que é capaz de fazer muitos soms bonitos.O canto, as músicas cantadas durante o jogo,
não só da um ambiente melhor, mas tão cheias de as filosofias e sabedourias de
capoeira.Mas até a entrade para o
século vinte, o berimbau não fez parte do jogo. Agora, o berimbau é fundamental para a roda e para o jogador de
capoeira, não tem mais como separar lo do jogo.
A
modernidade e a globalização tinha um efeito grande na capoeira.Depois dessa época da liberação da capoeira,
vários mestres começam a abandonar a prática; achavam que “sua escola de
valores, seus conhecimentos e sua filosofia são incompativeis com a era
tecnológica, a massificação do indivíduo, e os valores culturais que têm seu representante
máximo na televisão[vi]” Esses mestres achavam
que capoeira mudou para ser nada mas do que consumo, transformando sua cidade
mística de Bahia em um cidade de turismo[vii].Talvez isso seja verdade, esse sistema de
cordas e competições não é a verdadeira capoeira, parece com o sistema várias
das artes marcial capitalista dos estados unidos, como “Tiger Schulmans
Karate”.Os golpes também nunca foram
ensinado em uma maneira tão sistemizada, com tudo mundo de frente para o
espelho chutando quando é exigido pelo mestre. Mas também a globalização tinha efeitos bões, especialmente para o grupo
de capoeira com que eu praticou.Foram
três mestres que juntaram para fazer a sua própria escola de capoeira e queria
espalhar-lhe pelo mundo.Agora eles tem
alunos da França, Hollanda, Israel, e muitos outros países, alunos que até vem
para estudar com os mestres aqui no Brasil, quando esses mestres não estão
viajando ensinando capoeira para até mais pessoas.
Capoeira
regional não esqueceu os seus raízes e esta voltando a os valores e filosofias
da capoeira antiga.Eu fiz uma
entrevista com a Sra. Souza; eu nem conheço o primeiro nome dela certo, só
conheço o apelido dela de capoeira, Francesa. Ela tem 23 anos fazendo capoeira, corda roxa que é a oitava corda, só
faltam dois para chegar no mestre, mas quem sabe quantos anos isso vai
levar.Ela não alcançou um nível de
capoeira muito alta, ela também é a esposa de um dos mestres que criaram
Capoeira Brasil.Eu perguntei para ela
qual era a influência que capoeira tinha na vida dela eEla disse que capoeira fez grande parte da
formação da sua personalidade.Que o que
interessou ela na capoeira era o aspeito de dança, mas que depois de expressar
seu interés e descubriu que era uma luta, e como ela disse, “é uma luta
brasileira, então temos que estudar.” Depois que ela me contou sobre vários poderes que a capoeira tem, eu me
dei conta que mesmo que Capoeira Brasil é no estilo regional, ele se completa
com as filosofias que vem da capoeira antiga. Ele faz mas forte e independte o capoeirista, se ligando com sua própria
cidadania e aumentando o sentido de comunidade atravez da fraternidade.Mas é só que agora, não é de uma forma que só
ajuda brasil, mas o mundo enteiro.
Começando com uma
existencia rebelde e anti-repressiva contra um sistema, a capoeira sempre era
uma prática que era bom para a sociedade. Mesmo 400 anos atrás capoeira estava ajudando pessoas ter confiança,
criando e aumentando o conceito de ter uma nação de que eles fazem parte porque
tem cidadania, e formou comunidades.É
muito aparente na aula que a capoeira é uma comunidade.Na aula, treina o filho do rico com o pobre,
sem os preconceitos e a animosidade que esta cada vez mais se integrando na
cultura brasileira.E não é só na aula,
eles saiem depois da aula para beber um chopp, fazer festa, se viram
amigos.E sempre tem pessoas entrando e
saindo da aula que são de vários países no mundo que, apesar de ter diferentes
propagado pela suas próprias culturas, se juntam atravez da capoeira.
Capoeira é uma forma de exportação cultural, que
geralmente não é bom, mas nesse caso é maravilhoso.A cultura e história da capoeira são muito
integrante, e isso reflete muito a cultura do Brasil.Estudando aqui eu encontrei um povo
maravilhoso, carinhoso e bondoso.E é
essa cultura que atravez da capoeira e os que a praticam, é espalhado pelo
mundo, com as filosofias da capoeira.O
mestre Pastinha era um mestre, que na época do mestre Bimba, criou também uma
acdemia de capoeira, só que o ensino foi só de capoeira angola.Enquanto ele estava falando sobre o Berimbau,
ele disse isso sobre a capoeira, “ O instrumento, assim como o jogo, reúne em
si os polos antagonicos – música e morte, dança e luta, beleza e violêcia[viii].”Essa cita reflete o papel da capoeira como um
fator mediante para diminuir o conflito no Brasil e no mundo.
El Uruguay ha sido reconocido por su sociedad y política moderna en contraste con los otros países del continente. Durante del primer mitad del siglo XX, es conocido como el “Suiza” de Latina América porque de la herencia del Presidente Jorge Batlle y Ordoñez y su implementación de muchas fundaciones de la democracia. Durante estés años, el Uruguay prospera y muchas reformas urbanas solidifican el movimiento hacia democracia. Sin embargo, José Batlle se murió, y la Gran Depresión de los Estados Unidos es sentida por la economía Uruguaya. Sus críticos políticos le echan la culpa a Batlle por las problemas de la economía, y como consecuencia, la política de Uruguay vuelve de ser polarizada. El país se esfuerza para encontrar su identidad durante eses años, y últimamente, los problemas sociales y políticas escalan para provocar algo más destructivo. En 1973, las Fuerzas Armadas llevan a cabo el golpe de estado y Uruguay cae al dominio militar. Desde entonces hasta 1985, la gente del Uruguay es reprimido y experimenta una falta de libertades básicas. Una onda de miedo ha formado una nube sobre la sociedad y las Fuerzas Armadas amenazan a encarcelar la gente por cualquier cosa que consideraban a ser subversión.
La dictadura es recordado por muchos uruguayos como una cicatriz de la historia democrática de Uruguay, porque de la opresión, miedo, y caos que traía al país. Desde que la dictadura cayo en 1985, el Uruguay se ha distanciado de eses años y ha hecho un compromiso a la democracia. Sin embargo, los años y las injusticias todavía viven en las memorias de la gente. Mucha de la gente considera eses años como una regresión en camino de historia, y la memoria sirve para recordar la gente de la importancia de la democracia que goza hoy.
Aunque la dictadura de Uruguay no es tan conocido como las de Chile o Argentina, no es decir que fue menos significante o represivo. El surgimiento de las Fuerzas Armadas que culminó en 12 años de dominio del país era algo muy sutil y gradual. No había mucha violencia porque las Fuerzas Armadas no necesitaban a usar mucho de eso para asumir el gobierno. Ellos eran oportunistas que sacaban provecho de las partidos divididos y sus fracasos de la economía y sociedad.
El Contexto:
En 1830, el Uruguay gana su independencia de Argentina y Brasil. Durante del proceso de independencia, sus partidos tradicionales, los Blancos y los Colorados forman debido a diferencias de sus vistas políticas y sus bases regionales. En los años que siguen, los conservadores del interior de los Blancos pelean contra los liberales urbanos de los Colorados por control político de la Republica. Esta polarización de la gente marcaría la sociedad y política uruguaya durante su historia antes de la dictadura, hasta la década setenta cuando la gente es unida baja opresión común y las libertades restringidas.
A principios del siglo XX, José Batlle y Ordoñez es elegido el Presidente del Uruguay comienza a establecer una nivel de democracia más alta que sería la espalda de su herencia. Durante sus dos mandatos, José Batlle y Ordoñez transforma el país desconocido a una país floreciente económicamente y socialmente. Frustrado con la sistema de coparticipación que dificulta el gobierno de implementar reformas o políticas, José Batlle hace una enmienda a la constitución para dar más poder a la rama ejecutiva. Con menos obstáculos de implementar sus políticas, José Batlle podía establecer la democracia en Uruguay a través de programas de bienestar social y industrialización. Él abarca la populación creciente de Montevideo y aprueba leyes para separar el estado y la iglesia. El divorcia es legalizada, establece la prestación por desempleo, y educación religiosa es quitada de las escuelas publicas. La otra faceta de su herencia es su establecimiento de muchos entes autónomos. Es el crecimiento de Batlle que los principales servicios públicos deben ser en los manos del estado para aumentar inversión de capital y evitar divisas que crean debilidades en las Balances de Pagos.
Hay varios factores históricos que empiezan el Uruguay en el camino hacía la Dictadura. Los fracasos de la economía empeoran después de la Guerra Coreana y animan a la gente elegir los Blancos por la primera vez en 90 años. Los blancos cambian la economía para fomentar la agricultura y sus exportaciones. La dependencia de Uruguay es empeorado durante de esos años, y la economía continua tener problemas a pesar de los esfuerzos contra la herencia Batllista.
Después de la muerte inesperada de General Oscar Gestido, Jorge Pacheco es elegido en 1968. Él dejaría una mancha indeleble en la historia democrática del Uruguay. Él prohíbe muchas formas de expresión, como periódicos y la habilidad para movilizar. Durante este periodo, un organización guerrillera de la izquierda, los “Tupamaros” surgen para luchar contra las limitados físicos de libertad, y para expresar las frustraciones de la gente.
La censura continúa con las artes, por medio de los medios de comunicación, en el diario Ahora, y en el semanario Marcha: alcanzando al cine, al teatro, a la actuación de grupos musicales, y hasta la larga tradición del Carnaval fue censurada. Poco por poco el gobierno estaba tomando control de los aspectos de la sociedad y de la cultura.
“El pueblo realmente desconforme con las injusticias del régimen y que desea un cambio, optará mucho más fácilmente por el camino directo que encarna la organización armada su acción revolucionaria, que por el improbable y remoto camino que se le ofrece por medio de problema, manifiestos o acción parlamentaria”.
-Documento No. 1 (1967)
Los Tupamaros son la surgida izquierda que se forman en respuesta del autoritarismo de Pacheco y la inhabilidad del gobierno a remediar la economía inestable o proporcionar un alivio social. Unido por la intención de recuperar el ‘Antigüismo’ a través sus acciones envés de promesas falsas, el MLN-T no aspiraba a ser “vanguardia exclusiva” de un proceso revolucionario. Se consideran como la esperanza de la izquierda, quien concluyen que “Blancos y Colorados son lo mismo, hay que sacarlos del gobierno”. Durante ese periodo, crece su influencia en la forma de atracos, denunciaciones, y eventualmente, asesinatos.
La Dictadura:
El 27 de junio de 1973, el presidente Juan Maria Bordaberry finaliza sus planes y disuelve el Parlamento por decreto. Ofrece control virtualmente completo sobre el país, el cual es puesto en las manos de los militares resultando en un estado autoritario y totalitario. La acción de la guerrilla, los atentados, los asesinatos, los allanamientos forman un día típico en la vida cotidiana de los uruguayos; las fuerzas militares y la policía torturan al país entero, con la ayuda educativo del EEUU y su agente del CIA, Dan Mitrione. Cientos de personas, no solo hombres pero mujeres están presos, movidos de cuartel a cuartel por el país, algunos muriendo durante su tortura. Hasta los niños sufren; son separados de sus padres y en algunos casos entregados a familias militares que no podían concebir hijos. El pequeño sabor que anuncia los tiempos oscuros que vendrán continua con la prueba de un estado de guerra interno, irónicamente con los votos de los legisladores blancos y colorados. Este acto suprimió los derechos humanitarios, algo que durante la época de la dictadura, el gobierno abusaría menudamente. Allanamientos sin orden judicial, interrogatorios sin plazos, la intervención de la justicia militar en delitos políticos, entre otros hechos, se pondrían en efecto.
La tortura y varias otras vulneraciones de derechos humanitarios empieza a atraer publicidad internacional, Amnistía Internacional se embarca a una campaña contra la tortura en el Uruguay. La intensificación de la represión contra el Partido Comunista no ayuda la reputación tampoco. Eduardo Koch, legislador democrático, denuncia en el congreso que su gobierno no solo es involucrado en la tortura y el asesinato de decenas de Uruguayos, pero que también lo apoya y lo financia. La dictadura se aísla mas y mas del resto del mundo, hasta el punto que los EE UU tiene que suspender su ayuda militar a Uruguay, en orden para evitar la deslustra permanente a su débil reputación adelante los ojos del mundo; estar involucrado, y apoyando un régimen represiva y amoral.
El control ‘totalitario’ del país se debe al sistema autoritario de las Fuerzas Armadas, que ocupaban el estado a través del nombramiento de rangos altos dentro de la armada, por ejemplo coroneles y generales, en los puestos más importantes de la administración pública. Cada tipo de agencia de orden público, cada agencia que se asocia con seguridad, El Consejo de Seguridad (COSENA), los jefes de la policía, etc. son militares. El parlamento reemplazado por la instilación del Consejo del Estado, con civiles cómplices como los nuevos ‘miembros de parlamento’. La gente vivía en un mundo silencioso, sin poder expresarse, llenos de temor de ser encarcelados por decir una de las ‘palabras prohibidas’, de decirle a un vecino un pedazo de información sobre sus opiniones políticas no-conformista, o si que sus relaciones familiares están involucrada con organizaciones o movimientos ‘alternativas’ sería más que suficiente para que su familia desparecería sin dejar rastro. Estas experiencias ahora solo sobreviven el las memorias de la gente que han vivido en aquella época. Es difícil de imaginar ahora, hoy, en este mundo algo como eso pasando, pero si pasaba: el tener miedo de un camión sin identificación pasando por su casa en la media de la noche. El no poder congregar con sus amigos en la calle, de tener que regresar ante cierta hora, todos los derechos que asumimos, sin un segundo pensamiento en ello.
En los 12 años de la dictadura los uruguayos descubrieron cómo es vivir en un mundo como describió George Orwell en su libro, 1984: en un estado totalitario. El termino totalitario se refiere a un estado que tiene control completo sobre, o regula casi cada aspecto de comportamiento publico o privado. En el caso de Uruguay durante la dictadura se puede, adecuadamente, aplicar este termino.
Últimamente, los fracasos del gobierno totalitario conducía a los elecciones civiles en 1985 y la vuelta de dominio civil. Cuando democracia fue restaurado, las condiciones de la economía, la sociedad, y la ciudad física eran muy bajo. La dictadura sería recordado como una cicatriz de la historia de Uruguay.
Tras la Desgracia:
Hoy en día mucha de la gente que vivía baja el dominio puede decirte de los tiempos de privación. Milton Deone fue un miembro de la policía durante de la dictadura, y servio ocho años en la policía. Aunque Milton y su familia gozaban una nivel de protección del gobierno, muchos de sus amigos y familiares eran necesitado de libertades civiles básicas durante la dictadura. Como muchas otras, el hermano de Milton era forzado a salir el país para evitar la persecución de las fuerzas armadas. Era sospecho de siendo un comunista, y durante ese periodo, este asociación puede ser suficiente para encarcelar a alguien. Como dijo en la entrevista, sus sobrinos nacieron en el exterior porque de los actos imprevisibles del gobierno que fueron justificados como el control de subversión.
Milton y otras personas consideran el periodo de la dictadura uruguaya ser una cicatriz de la historia del país que ha sido reconocido en todos lados por su democracia. Milton era una policía no porque el apoyó el gobierno de la dictadura, sino porque había dos lados y una tierra media ente los dos, y el escogió a ser en el lado del gobierno para proteger su familia de las interrupciones de la vida cotidiana de Uruguay en ese periodo. Eso es representivo de las presiones injustas que se imponía por el gobierno de la dictadura.
http://www.youtube.com/watch?v=dyu8MJ40nV4
http://www.youtube.com/watch?v=jE739TrW09o
Bibliografía
Astori, Daniel. El Uruguay De La Dictadura. Montevideo, UY: Ediciones De La Banda Oriental, 1996.
Gesardo, Cactano, and Jose Rilla. Breve Historia De La Dictadura. Montevideo, UY: Edicion De La Banda Oriental, 2006.
Lessa, Alfonso. Estado De Guerra. Montevideo, UY: Fin De Siglo, 2003.
Martinez, Virginia. Tiempos De Dictadura. 1st ed. Vol. 1. Montevideo, UY: Ediciones
De La Banda Oriental, 2005.
Nos Estados Unidos, temos essa imagem do brasileiro torcendo com vigor pela seleção, a melhor do mundo. O brasileiro sempre usa a camiseta amarela, adora Ronaldinho Gaúcho e ama a seleção mais do que nada. Cheguei no Brasil e percebi com surpresa o fanaticismo pelo clube em vez da seleção; em vez da amarela, vi o rubro-negro, o tricolor, a estrela solitária. Nunca tinha visto uma dedicação tão forte a um clube de futebol, complementada pela rivalidade tão emocionante. Morar no Rio é estudar futebol, com todo mundo dedicando várias noites por semana ao seu time, e com o debate dos times de torcidas que nunca tem fim. Muitos estudos sobre as torcidas brasileiras enfocam no aspeto da violência; enquanto a violência tem papel no futebol, parece acontecer mais com as “torcidas organizadas” que perdem o vínculo com o clube e fazem violência pela violência mesmo (Pimenta). Isso é um grupo extremo com quem não quero me ocupar – prefiro falar das fidelidades profundas e o espírito de futebol em quase todo brasileiro.
Descobri que existe uma longa história dos clubes no Rio e uma tradição de herância nos torcedores, especialmente entre os quatro grandes clubes: Fluminense, Flamengo, Vasco da Gama e Botafogo. Aí, o que um torcedor achava de outro pode ser o mesmo do que cem anos atrás, quando os clubes surgiram na Cidade Maravilhosa. Esses aspectos da história e psicologia me fascinam, e queria explorar a questão do trocedor carioca: como explicar as suas percepções, sua mentalidade e sua fanatacismo. Fiz minha pesquisa assistindo jogos com as torcidas, conversando com torcedores e lendo sobre a história dos clubes e a tradição do torcedor no Rio de Janeiro. Tive o prazer de explorar um tópico que anima talvez mais brasileiros do que qualquer outra coisa.
Parte I: As origens e os primeiros anos dos clubes cariocas (corresponde ao meu primeiro vídeo, “História”)
Todos os historiadores concordam que o estudante inglês Charles Miller trouxe a primeira bola, com as regras, para o Rio de Janeiro em 1894. Futebol originalmente foi um esporte dos imigrantes europeus e elites, organizado em clubes exclusivos. Em 1902, O Fluminense Football Club “foi o primeiro dos clubes surgidos no Rio composto basicamente de jovens brasileiros da alta burguesia, que buscaram associar ao esporte ali praticado a imagem de refinamento e de cosmopolitismo” (Soihet, 291). Desde o começo Fluminese só aceitou sócios e jogadores da alta elite da sociedade carioca; os Fluminense originais tinham que ser, “sem sombra de dúvida, de boa família” (Guedes 106). Até o livro oficial do centenário do Fluminense caracteriza o Flu assim, falando da “fama de club da elite que o Fluminense passaria a ostentar desde então” (Cunha e Menezes 25). Em 1904 foi fundado Bangu Athletic Club, conhecido como o clube da fábrica, usando operários como trabalhadores – Bangu teve seus anos de glória mas hoje em dia o time é relegado à terceira divisão.
Além de Fluminense, os outros grandes times do Rio começaram como clubes de remo, outro esporte europeu e sempre das elites. O Clube de Regatas do Flamengo foi fundado em 1895 e o time de futebol do Flamengo “surgiu de uma dissidência do Fluminense” em 1915, depois de uma briga interna no Flu (Futebol no Rio de Janeiro). O Clube de Regatas Vasco da Gama foi fundado em 1898 como clube de colônia, ricos portugueses, que primeiro só participava de competições de remo e passava a ser uma potência em futebol começando em 1916 (Futebol no Rio de Janeiro; Levine 234). Em 1904, começou o Botafogo de Futebol e Regatas na mesma linha de que Fluminense, brancos de boa família (Soihet 291, Guedes 107).
As trajetórias dos vários clubes iam definir as suas identidades. Vasco da Gama foi o primeiro clube brasileiro a permitir a participação de negros e pobres no futebol, apesar de sofrer preconceitos e discriminações. Na década de 20 ocorreu a ascensão do Vasco à primeira divisão da liga, e foi com um time de ex-operários, muitos negros, que o Vasco ganhou o campeonato carioca em 1923 (Carrano 24; Soihet 297; Cunha e Menezes 83).
Nos anos 30, o presidente do Flamengo, Bastos Padilha, trouxe negros em grande números, ganhando torcedores não-brancas e das classes mais baixas no Rio e no Brasil inteiro (Levine 234). Botafogo sofreu protestos sobre discriminação e racismo, e depois de um tempo perdeu a base elite, tornando-se um time da classe meia-baixa industrial na Zona Norte do Rio (Soihet 292; Levine 234).
Fluminense preservou seu estatus como o time das elites, sempre o time mais aristocrático da cidade. Foi o último a aceitar negros, nos anos 60. No começo, o clube mandou que “disfarçassem sua negritude”; daí, o Flu seria conhecido pelo apelido “pó de arroz”, por causa de pintar os rostros dos jogadores negros (Levine 234-5; Carrano 24).
Nestes primeiros anos do século, na análise de Guedes, “a organização dos clubes de futebol…expressa as divisões da estrutura social e a transformação de limites sociais em fronteiras simbólicas, que utilizam o futebol como veículo” (106). As associações surgem acentuando diferenças sociais, de classe, de nacionalidade, de cor. Como observei na minha pesquisa, essas identidades originais iam ficar com os clubes a as suas torcidas até os dias de hoje.
Daqui para frente, o conteúdo corresponde ao meu segundo vídeo, “Torcidas cariocas” Parte II: A mentalidade do torcedor
No Rio, os torcedores falam do seu “time do coração”; pessoas dizem que se sentem o time no seu sangue, é a raça. No mundo de futebol, torcer significa pertencer, sofrendo e celebrando com seu time. Mário Filho, o pai jornalístico do futebol brasileiro, escreveu nas suas crónicas, “Escolhe-se um clube como se escolhe uma mulher. Para toda a vida ou até que Deus separe. É mais difícil deixar de amar um clube do que uma mulher” (Cunha e Menezes 105).
O Hino de Flamengo declara, “Uma vez Flamengo, Flamengo até morrer” e o Hino do Fluminense começa “Sou Tricolor de coração…”. Uma troca de lealdades é visto como traição grave. Nas minhas entrevistas com torcedores dos quatro grandes times, pessoas falam com emoção do amor que se sentem pelo time, em tempos ambos bons e ruins. Um flamenguista me falou, “meu amor pelo meu time é inexplicável”. Um vascaíno explicou, “Vasco para mim é uma religião”. E uma fánatica flamenguista: “é uma paixão que vem assim, mais a cada ano, só aumenta, infelizmente, porque meu amor assim, é direitamente ligado a isso. Se Flamengo perde, eu fico triste, chateada, brigando com todo mundo. E se ganha, também eu estou feliz. Então, atrapalha um pouco minha vida as vezes, isso”.
Essa identificação com o time tem raízes no caráter herdado do lealdade ao clube. Carrano explica o processo normal e a trajetória da criança:
“No Brasil, essa fidelidade vem desde o dia do nascimento, quando o garoto recebe um nome, uma religião e um time de futebol para o qual vai torcer a vida toda. Fidelidade, que está expressa na porta do quarto da maternidade, onde os pais penduram um par de chuteiras e um uniforme em miniatura, representando o time de futebol do família. Ao longo da infância, há um contínuo processo de inculcação de valores e hábitos positivos sobre o time da família, e negativos, em relação às equipes adversários. Assim, aprende-se a torcer por uma determinada equipe de futebol” (34).
Quase todo brasileiro com quem eu falei no assunto deu a razão da família para explicar a fidelidade, normalmente o pai. Apesar de ser escolhido por causa de família, muitos insistem que seriam fidel de qualquer jeito, que é uma coisa que se sente. Um botafoguense explicou, “Meu pai é botafoguenese, normalmente tem filho botafoguense”, mas mesmo asism, “isso não é uma coisa imposta, vai se desenvolvendo”. Em uma entrevista com um pai e dois filhos fluminenses, o pai respondeu à pergunta “Porque fluminense?”: “Nasci assim. Colocaram a camisa em mim quando era nenezinho”. E quando perguntei o filho, o pai respondeu, “Botei a camisa nele”. O filho insistiu, “Eu também seria fluminense de qualquer jeito. Nasci para ser tricolor”.
Podemos ver que a família tem grande influência na fidelidade do novo torcedor, mas há mais que fortalece e aumenta a rivalidade dentro do Rio. Levine sugere “Partidos entre rivais tradicionais causam sentimentos fortes de solidariedade e lealdade baseados nas divisões sociais reais como classe, etnicidade, ou identidade de bairro” (234, minha tradução). É a proximidade física das torcidas rivais que aumenta a intensidade das emoções. Damo explica outra parte da mentadidade do torcedor: “As identidades clubísticas são contrastivas, de modo que o ‘pertencimento’ não se esgota no amor ao clube do coração, mas na aversão por outro, o seu contrário”. Depois, vamos ver mais evidência dessa identificação, quando torcedores contrastam o amor pelo clube ao amor pela seleção nacional.
Parte III: Percepções das torcidas agora
Dentro do Rio, existem um monte de estereótipos que definem cada torcedor dos outros clubes nos olhos dos rivais. Observei que as imagens que torcedores têm do “outro” frequentemente são ligadas à história antiga dos clubes. Já vimos que o grande número de torcedores fanáticos vem de famílas fanáticas. Em famílias assim, explica Damo, o “ ‘pertencimento’ a mesma agremiação remonta três e até quatro gerações, assemelhando-se a uma casta”. Porque os times surgiram no começo do século XX, as ligações familiares desde as origens ainda são fortes.
Um vascaíno entrevistado explicou, “Meus bisavós eram portugueses, aí, por influência de família, eu também torço pelo Vasco”. Até agora, os fluminenses e vascaínos são vistos como os times “de elite” por causa da história antiga.
Nas minhas entrevistas, Flamengo é sempre o time que recebe a mais atenção. Flamengo tem a imagem hoje não por causa das origens – o resultado de uma cisão em Fluminense – mas por causa das transformações começando nos anos 30, quando a torcida popularizou-se no país inteiro. A torcida do Flamengo é tão grande e o time tão forte que, como uma botafoguense me explicou, “Aqui no Rio de Janeiro, todas as pessoas que torcem para outros times, torcem contra o Flamengo”. Uma fanática flamenguista deu a sua perspetiva no assunto:
“É assim. Aqui no Rio, né, tem quatro grandes times assim, chamados de grandes. Só que na verdade, eles costumam falar que a maior torcida não é flamenguista, é anti-flamenguista. Só que nós somos maiores que as três juntas! Então, de fato, a maior torcida é a do Flamengo. E não só do Rio, somos a maior torcida do Brasil. 15% da população, foi a última pesquisa que saiu, é flamenguista…Somos mais importantes porque somos a maior assim”.
Tradicionalmente, Fla-Flu era o jogo clássico, mas hoje em dia a maior rivalidade parece ser entre Flamengo e Vasco, que tem a torcida segunda maior, com partes violentas, como a de Flamengo. Flamenguistas reconhecem essa rivalidade, mas tem grande desprezo pelos outros clubes e acham as outras torcidas insignificantes. Por exemplo, “Torcida, assim mesmo, é só do Flamengo que lota a Maracanã mesmo e tá sempre torcendo e o resto é… é resto. Não tem que falar das outras torcidas”. Um botafoguense reconhece o poder da torcida: “A torcida do Flamengo é uma torcida que destaque pelo número, pelo tamanho, pelo amor que tem realmente ao futebol.” Mas também, flamenguistas recebem críticas por torcer mais pela torcida do que pelo time, e até alguns flamenguistas concordam: “Eu torço pelo Flamengo porque eu gosto da torcida mais do que do time. Acho que, como muitos flamenguistas, são flamenguistas pela torcida…Não sei muito sobre o Flamengo, mas gosto muito da torcida, é muito bonita”. Também tem uma imagem do flamenguista bastante negativo; um joven fluminense me explicou com sinceridade que nos anos 80 Globo só passava jogo de Flamengo, influenciando a informação, e aí as pessoas que são mais influenciadas pela televisão passavam a ser torcedor do Flamengo – por causa disso que a torcida é tão grande, mas é também a população ignorante. Outro fluminense falou, “Dizem, não sou eu que vou dizer, mas dizem que quando tem jogo do Flamengo na Maracanã assim, a criminalidade na cidade cai, viu?” (A criminalidade cai porque todos os criminais estão dentro da Maracanã.) E um botafoguense tinha uma opinião similar: “[Acho que flamenguistas] são muito malandros. Eles que levam para fora a estereótipo do brasileiro como malandro, que isso não é verdade. Então, carioca flamenguista, ele é – ele leva a forma má do brasileiro”.
Finalmente, Botafogo normalmente recebe a menor atenção; “Coitada. Não ganha nada nunca! É um sofredor”. Até botafoguenses fala do seu sofrimento, da relação “de amor e ódio” com o clube. Botafogo teve a glória nos anos 60, e nos anos recentes não vai ganhando nada. Este caso mostra que não é só a tradição do time que ganha a torcida, mas o performance mais recente tem o seu fator também.
Parte IV: A seleção e o clube
Muitos estudos e comentários sobre futebol no Brasil enfocam na questão da seleção, o time nacional que representa o país na Copa Mundial e outros contestos internacionais. Estudos enfocam na identidade brasileira como definida através da seleção, e eu sempre achava que a seleção era sempre nas mentes do brasileiro. Foi com surpresa que descobri o amor pelo time, o clube, é geralmente muito maior do que pela seleção. Nas minhas entrevistas, perguntei qual era mais importante para esses torcedores e porque. As respostas que recebi eram variadas e bastante interessantes.
Primeiro, tem o fato de que os jogadores da seleção jogam fora do país, normalmente em clubes na Europa, fazendo com que brasileiros se sentam como se a seleção não realmente representasse o país, e não tem os jogadores que eles amam da liga nacional. Talvez ligado a isso, alguns torcedores fala da profissionalização da seleção e a conseqüente perda de amor: “As vezes a gente não vê por parte destes jogadores um amor tão grande pela camisa como existia antigamente. Acho que a gente tem muito amor a raça.. jogando, indo pelo time, pela equipe”. Eles sempre acham que o seu clube representa esse amor mais do que a própria seleção.
Numa outra área de crítica, fanáticos não gostam da maneira em que todo brasileiro apropria o futebol em tempos da Copa do Mundo: “Na verdade, não é todo brasileiro que gosta de futebol não – isso daí é mito. Inclusive muitas pessoas que não vem futebol de quatro em quatro anos com a copa, entendeu?” As pessoas que não tem clube do coração, que “não ligam ao futebol”, sempre gostam muito da seleção. Os fanáticos se sentem como se o verdadeiro amor pelo futebol fosse só expressa na torcida do clube.
Uma razão fascinante é ligada à mentalidade da rivalidade entre os clubes. Um vascaíno tentou explicar porque Vasco é muito mais importante do que a seleção, dizendo que vascaíno tem rivalidade com botafoguense, fluminense, flamenguista, enquanto o Brasil só tem Argentina. Não é muito comum encontrar um argentino para implicar: “É essa rivalidade que me faz torcer mais pelo Vasco do que pro Brasil”. A presença do rival nos contestos clubísticos dá muito mais prazer do que a não-presença de Argentina quando a seleção joga. Um joven fluminense falou, “Eu digo que eu torço mais pelo meu time, porque para a seleção, se juntaria com os flamenguistas, então, por isso, não. Torço mais pelo meu time”.
Além de todas essas explicações, a mais comum era o simples fato de que os torcedores passam o ano inteiro, todo dia, vibrando e sofrendo com o clube, e não tem nada da mesma coneção emocional com a seleção. São os flamenguistas que expressam melhor: “Quando você vê um jogo do Flamengo, pela torcida, não existe nem jogo do Brasil que emociona as pessoas assim”. E a fanática: “É uma coisa que a gente não chama nem de torcida, a gente chama de nacão rubro-negra. Porque para mim, assim, é isso o sentimento que eu tenho. Inclusive, eu prefiro ver jogo do Flamengo do que jogo do Brasil…. Gosto também, torço pelo Brasil, mas é diferente, assim. Flamengo sim é a minha nação – falo que é a minha nação, e não Brasil”.
Conclusão
Amor pelo futebol no Rio é inexplicável, o mais profundo que eles se sentem. Uma parte crucial de ser torcedor é ter rivais, e não tem falta de rivais no Rio de Janeiro. A rivalidade se faz mais forte por causa da longa história passada pelas famílias e as torcidas mesmo. A história é muito presente nessa obsessão nacional, e mais importante para os clubes do que a seleção. Todo torcedor, amador de futebol, torce pela seleção, mas a emoção pelo clube não tem limites. Na minha pesquisa, ouvi histórias de dedicação ao clube, de grande alegria e sofrimento. Posso confirmar que a identificação como flamenguista, tricolor, vascaíno e botafoguense é uma parte integral da identidade pessoal, e talvez mais forte do que a identidade como brasileiro.
Fontes:
Carrano, Paulo Cesar Rodrigues (org.) Futebol: paixão e política. Rio de Janeiro: DP&A Editora, 2000.
da Cunha e Menezes, Pedro. Fluminense Football Club, 1902-2002: 100 anos de glórias. Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio Editorial Ltda, 2002..
Damo, Arlei Sander. “Futebol e estética”. São Paulo Perspectivas, vol.15 no.3 São Paulo July/Sept. 2001
<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-88392001000300011&script=sci_arttext&tlng=>.
“Futebol no Rio de Janeiro”. Guia Rio de Janeiro para cariocas e turistas. <http://www.colorfotos.com.br/rio_de/r-fute.htm>.
Guedes, Simoni Lahud. O Brasil no campo de futebol: Estudos antropológicos sobre os significados do futbeol brasileiro. Niterói: EDUFF, 1998.
Levine, Robert M. “Sport and Society: The Case of Brazilian Futebol”. Luso-Brazilian Review, Vol. 17, No. 2. (Winter, 1980), pp. 233-252.
<http://links.jstor.org/sici?sici=0024-7413%28198024%2917%3A2%3C233%3ASASTCO%3E2.0.CO%3B2-L>.
Mercio, Roberto. A História dos Campeonatos Cariocas de futebol. Rio de Janeiro: Studio Alfa, 1985.
Oliven, Ruben George. “Resenhas: DAMO, Arlei Sander. Futebol e identidade social: uma leitura antropológica das rivalidades entre torcedores e clubes”. Horizontes antropológicos vol.8 no.17. Porto Alegre, June 2002. <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-71832002000100016>.
Pimenta, Carlos Alberto Máximo. Torcidas Organizadas de Futebol: Violência e auto-afirmação. São Paulo: Vogal Editora, 1997.
Soihet, Rachel. “O povo na rua: manifestações culturais como expressão de cidadania”. Em Ferreira, Jorge e Delgado, Lucília Neves, O Brasil Republicano, volume 2. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 2003.
Vieira, Cláudio. Maracanã: Templo dos deuses brasieliros. Rio de Janeiro: MAUAD Editora Ltd, 2000.
A Baía de Guanabara é bem conhecida a qualquer morador de Rio de Janeiro. Algumas pessoas falam que a melhor atração de Niterói é a vista da cidade maravilhosa: uma vista que engloba Pão de Açúcar, Corcovado e o Cristo Redentor, as montanhas e os arranha-céus que formam uma silhueta inesquecível, tudo no outro lado da Baía. Quando cheguei no Brasil e vi que minha casa ficava cinco quadros da praia, minha nova mãe brasileira me avisou que nossa praia de São Francisco e as outras praias da Baía são muito poluídas e não se deve entrar na água. Logo depois consegui um estágio com o Instituto Baía de Guanabara, onde aprendia muito mais sobre o problema formidável de poluição da Baía.
A Baía de Guanabara é a segunda maior baía do litoral brasileiro com uma área de 380 km2 (“Baía de Guanabara”). As águas de 55 rios e riachos em 16 municípios se enchem na Baía, e a qualidade da água da Baía é influenciada pelo nível de poluição destes 55 rios. Estes 16 municípios que compartilham uma fronteira com a Baía têm 10 milhões de habitantes (ou 80% da população do estado de Rio de Janeiro) e 7,6 do 8 milhões habitam na bacia da Baía (“Situação Ambiental Atual”).
A poluição da Baía de Guanabara é um grande parte uma conseqüência do crescimento urbano e desenvolvimento industrial que se intensificou nas décadas de 1950-1960. A baía tem sido vitima da urbanização desordenada. Os bairros de classe media e alta cresciam sobre aterramentos da Baía e destruíam os ecossistemas destas áreas. A classe baixa começaram a ocupar áreas sem planejamento urbano organizado (“Baia”). O crescimento populacional não tem sido acompanhado pela execução adequada dos serviços de saneamento e drenagem, e os esgotos se tornam rios de lixo e carga orgânica que se drenam na Baía. A falta de tratamento dos esgotos sanitários é a principal fonte de poluição orgânica. 85% dos 7,6 milhões de habitantes na bacia da Baía não recebem tratamento (“Relatório Controle Industrial”). Também, é estimado que 464 toneladas de carga orgânica é lançada na Baía por dia, um volume equivalente ao Maracanã (“Situação”). A poluição orgânica pode provocar o crescimento de certas algas tóxicas à vida aquática e à saúde humana. Sem locais suficientes para receber lixo, as pilhas fortuitas de lixo proliferam as doenças, contaminam o solo, obstruem os sistemas de drenagem e poluem as águas. Segundo o Centro de Informação da Baía de Guanabara (CIBG), um pólo de referências criado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, dos 13.000t/dia de lixo gerada, 4.000t/dia não são coletadas e chegam a ser vazadas nos rios, canais e terrenos baldios. Dos 9.000t/dia que são coletados, 8.000t/dia são lançadas num aterro que logo estará esgotada (“Relatório”). É obvio, então, que as organizações dedicadas à despoluição da Baía deve privilegiar a reorganização do sistema de planejamento urbano, principalmente as redes de coleção de lixo e o tratamento do esgoto.
A poluição industrial é outra conseqüência dos projetos de desenvolvimento e o crescimento de industria nas décadas 1950-1960. Segundo o CIBG as fontes potencias de poluição na bacia incluem: “14.000 estabelecimentos industriais, 14 terminais marítimos de carga e descarga de produtos oleosos, dois portos comerciais, diversos estaleiros, duas refinarias de petróleo, mais de mil postos de combustíveis e uma intrincada rede de transporte...” (“Baía”). 400 destas indústrias são responsáveis pela maioria dos poluentes industrias lançados nos rio e na Baía de Guanabara. A maior poluidor é a Refinaria Duque de Caxias (REDUC), que lança derivados de petróleo e matais pesados. Também há inúmeros acidentes em operações de carga e descarga de petróleo e produtos químicos. Estes tóxicos danificam as manguezais, a qualidade de água na Baía e os animais que habitam a Baía. Existe tanta indústria na bacia da Baía que o controle industrial é outra prioridade para as organizações em combate com a poluição.
Para entender a situação atual da poluição da Baía, é também preciso dar uma olhada à coisa maior—a situação ambiental fora da urbanização e industrialização do Rio de Janeiro. O ecossistema da Baía é diretamente ligado aos ecossistemas dos rios que se drenam na Baía e as terras da bacia. As grandes causas da degradação ambientes incluem desmatamento, destruição de manguezais, aterros, e acidentes ambientais. A Mata Atlântica tem sido reduzido a 1.265km2, ou só 37,5% da floresta original (“Situação”). Esta enorme redução causa erosão, deslizamentos, secos e inundações. A destruição de manguezais reduz a capacidade de reprodução de varias espécies da vida aquática e intensifica o processo de assoreamento, ou a obstrução dos rios por sedimentos que reduz a profundidade da Baía. Os aterros tem reduzido o superfície original da Baía e também a sua capacidade de autodepuração, ou a capacidade natural de um corpo d’água de voltar a ser limpo (Programa Nascentes da Baía de Guanabara). Então, com estes grandes processos de degradação ambiental, deve ser óbvio que a despoluição não é só uma questão de políticas urbanas mas de políticas ambientais feitas pelo país inteiro.
A despoluição é sendo combatida por varias organizações e órgãos políticas. Em particular, há três instituições importantes envolvidas no controle industrial. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (SEMADUR) “atua...no controle das diversas formas de poluição, no gerenciamento dos recursos hídricos, de flora e fauna e...a ocupação do solo urbano” (“Relatório”). A Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (FEEMA) atua como órgão executor da Política Estadual de Controle Ambiental, particularmente no construção de padrões de controle ambiental e o licenciamento de atividades poluidoras. A terceira instituição é a Comissão Estadual de Controle Ambiental (CECA). CECA tem a função da policia ambiental no Estado do Rio de Janeiro, acerta que as indústrias estão seguindo as normas ambientais; também propõe ao SEMADUR as medidas recomendadas pela FEEMA (“Relatório”). Estás três instituições criam a grande maioria das políticas ao respeito da poluição (ou as vezes só recomendam o que as políticas devem ser). Também, elas conduzem uma grande parte das pesquisas sobre a Baía e geram esta informação a outras instituições, os organizações não-governamentais e o público.
A poluição da Baía afeta a vida cotidiana dos 10 milhões habitantes dos 16 municípios localizados ao redor da Baía; por muitos, o seu emprego e a saúde pessoal é ligado à qualidade das águas da Baía. Como resultado, muito dinheiro tem sido investido em projetos formadas principalmente para a recuperação da qualidade da água. O Projeto de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG) foi criado em 1994 com verbas dadas pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID- US$350 milhões), pelo Banco Japonês para Cooperação Internacional US$237 milhões) e pelo governo estadual (US$206 milhões). O Projeto tem seis componentes: saneamento, coleta de lixo, controle de inundações, mapeamento digital da região e vários projetos ambientais (“Planos e projetos de recuperação”). Outro projeto importante é o Programa de Revitalização Ambiental da Baía de Guanabara. Com um orçamento de R$51 milhões, se concentra em quatro componentes: “projetos em parceria com os municípios; aprimoramento operacional dos órgãos ambientais; revitalização e proteção de Unidades de Conservação e Pesquisa, recuperação e educação ambiental” (“Planos”).
O Projeto de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG), na sua lista de soluções, se enfoca nos três fontes principais da poluição: o esgoto doméstico, os resíduos sólidos e a poluição industrial. Como Marcella ao Instituto Baía de Guanabara fala, o esgoto doméstico é o maior poluidor; faz sentido, então, que o PDBG tem dedicado a maioridade de seus recursos às obras de saneamento. Com o financiamento do BID e o Banco Japonês, os sistemas de coleta e de tratamento de esgotos têm sido ampliados. Estas mudanças são estimadas a beneficiar os 5 milhões de pessoas que moram em 32 favelas de Rio de Janeiro e Niterói. Também os investimentos do PDBG nos sistemas de abastecimento de água beneficiarão um milhão de habitantes (“Relatório”). Outra preocupação é o controle e a destino final do lixo. Para determinar como o lixo urbano será controlado, o Governo do Estado criou o Programa Pró-Lixo foi criado em 2000. Quarenta e sete municípios assinaram em acordo com o Estado, beneficiando cerca de 2 milhões de habitantes (“Relatório”). O terceiro foco do PDBG é o controle industrial. Os objetivos do PDBG ao respeito dos 455 indústrias mais poluidoras incluem uma redução em 90% da carga orgânica, uma redução em 95% de óleos e graxas, fazer levantamentos e elevar a atividade de fiscalização. Para realizar estas metas e manter uma indústria “sob controle”, o PDBG plana a caracterizar as indústrias, definir as ações de controle precisas, analisar as medidas propostas e as implementar (“Relatório”). Até agora, o PDBG tem tido o maior sucesso com as obras de saneamento e também tem gastado quase tudo de sua orçamento neste campo.
Quatro estratégias tem sido prepostas por o PDBG e FEEMA e considerados pelo governo estadual no controle industrial. A primeira estratégia se enfoca no controle individual de 55 indústrias consideradas a ter a maior potencial poluidor. Estas indústrias incluem as indústrias químicas como Petroflex e as refinarias como REDUC, uma companhia responsável por 80% da poluição industrial na Baía. Algumas das ações feitas dentro esta estratégia são avaliações do tratamento de efluentes líquidos, de controle de emissões atmosféricas, de controle de resíduos sólidos e da contaminação de solo (“Relatório”). A segunda estratégia ataca as 26 empresas que trabalham com os derivados de petróleo e 74 atividades de médio potencial poluidor. Nesta estratégia, as mesmas avaliações da primeira estratégia estão sendo feitas, junto com o licenciamento da atividade (“Relatório”). Enquanto as duas primeiras estratégias se concentram nas grandes empresas, a terceira trata o que ela chama “o sistema central de tratamento,” ou 300 indústrias de pequeno porte. Estas empresas trabalham com metalúrgica, químicas, farmacêuticas e alimentícias. Estudos têm mostrado que estas pequenas empresas freqüentemente operam fora dos padrões de controle e precisam de investimentos para atingir as normas ambientais. A quarta e final estratégia proposta aborda a controle de óleo através os estaleiros, dos quais há quinze na Baía de Guanabara. Esta estratégia usa levantamentos da situação atual e da legislação, vistorias e uma re-organização da infra-estrutura. Vemos que as estratégias vão de controlar poucos indústrias que poluem muito a controlar muitas indústrias que poluem muito. Qual estratégia é a mais efetiva ainda tem que ser revelada: o governo ainda não tem escolhido a qual ele vai se dedicar.
Não obstante, a despoluição não é só uma questão das políticas do Governo do Estado ou das prefeituras. Cada pessoa que mora na bacia da Baía tem a potencial de influir a situação ambiental. Até o ato simples de jogar lixo na lixeira tem um efeito mais positiva do que seria se o deixasse na rua ou no chão. É importante educar crianças sobre a poluição da Baía e a degradação ambiental em geral para que eles carreguem e fortaleçam a tradição de ação ambiental. O cuidado da Terra é o trabalho de cada cidadão do mundo.
Fontes:
“Baía de Guanabara.” FEEMA- Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente. 29 Nov. 2007 <http://www.feema.rj.gov.br/baia-guanabara.asp?cat=75>
Entrevista com Marcella, Instituto Baía de Guanabara, 4 Dez. 2007.
“Planos e projetos de recuperação.” Instituto Baía de Guanabara. 30 Nov. 2007 <http://www.portalbaiadeguanabara.org.br/portal/exibe_sub.asp?id_sub=47>
Programa Nascentes da Baía de Guanabara: exposição permanente e itinerante. Instituto Baía de Guanabara. Concepção: Alba Simon e Dora Hees de Negreiros. 1997.
“Relatório Controle Industrial – Maio 2005.” 24 junho 2005. Centro de Informação da Baía de Guanabara. 29 Nov. 2007 <http://www.cibg.rj.gov.br/detalhenoticias.asp?codnot=356&codman=28>
“Situação ambiental atual.” 4 junho 2001. Centro de Informação da Baía de Guanabara. 28 Nov. 2007 <http://www.cibg.rj.gov.br/detalhenoticias.asp?codnot=95&codman=28>
Para mi proyecto de video, decidí trabajar sobre el tema: “La Imagen Porteña”. La “imagen” que me propuse explorar consiste en la imagen exterior que la gente de Buenos Aires proyecta. El video incluye montajes de imágenes de porteños viviendo sus vidas, comentarios analizando este aspecto de la vida porteña, y entrevistas con porteños de varios caminos de la vida expresando opiniones sobre dicha imagen. El objetivo de abordar este tema en el video tiene el propósito de investigar con más detalle el tema de “que es la imagen típica de una persona de Buenos Aires, y como se manifiesta en la vida.” Para las investigaciones, hice entrevistas con varios porteños, use el Internet y algunos libros de guía de turismo de la ciudad de Buenos Aires para investigar hechos, porcentajes, y opiniones de personas locales.
Mis objetivos en el video incluyeron la exploración de la historia y las razones que influyen a este aspecto de la vida porteña. Para enfocar en estos puntos en las entrevistas, primero, comencé con la pregunta: “¿Existe presión en Buenos Aires para encajar en alguna imagen específica?” Y con cada entrevista, incluyendo entrevistas que no entraron en la película misma, escuché la misma respuesta- “SI! SI! SI!” Algunas personas a las que entrevisté tenían esta opinión, pero no quisieron estar frente a la cámara, porque según ellos, “ Tengo una opinión, pero la opinión no es muy fuerte, no quiero que me grabes!” Pero lo que más me impacto en las entrevistas fue la manera de todos de contestar a las preguntas que les hice. Cada persona tomó la pregunta inicial, y la contestó relacionándola con los temas que le afectan a ellos mismos. La mujer que trabaja en un gimnasio habló de la presión que existe para tener un buen cuerpo. La estudiante que se calificó como lesbiana, contó de la presión de la sociedad para la elección sexual, el muchacho medio-rebelde habló sobre la sociedad y los niveles económicos y de las clases sociales de las personas; como la sociedad por ejemplo descalifica a personas que se visten de maneras distintas que lo además, y la mujer de edad media (que es una psicóloga) habló de la presión de no mostrar el paso de los años, la gordura, y además de la diferencia de presiones entre mujeres que trabajan y las que no trabajan. También hice entrevistas con otras dos personas que no incluí en el video: una de estas es estudiante extranjera que se interesa mucho por la moda, ella observó sobre la moda local y la presión de que cada persona se tiene que vestir de la misma manera, y de la falta de creatividad y originalidad. También hice una entrevista con una porteña de 84 años que respondió a las preguntas con su punto de vista diciendo: “si, la imagen en Buenos Aires importa mucho, pero nada que ver con lo que había antes; ahora es común ver gente en el teatro o en la facultad con jeans y chancletas, pero hace años, se iba siempre completamente arreglado, y nunca con jeans!” Para mí, la forma de los participantes de responder a mis preguntas generales fue muy interesante y significativa.
Mi propósito fue de entrevistar personas muy diferentes, que tenían diferencias en generación, ocupación, y sexo, porque quise ver las diferentes perspectivas entre los porteños mismos, como ven los hombres a la imagen de las mujeres, y las mujeres a las imágenes de otras mujeres, etc., cuales eran los modelos de otras generaciones en Buenos Aires históricamente, y cuales son los modelos hoy en día. Tuve oportunidad de hablar con muchas personas distintas, pero lo más difícil fue el proceso de encontrar porteños (varones) para las entrevistas. Algunos no querían ser grabados, y también más veces de lo que esperaba, cuando hice el esfuerzo de hablar con hombres desconocidos, me dijeron: “sorry, no hablo Español.” Mientras que esto me puso en contacto y conversaciones con extranjeros fascinantes, hizo las cosas muy difíciles para filmar la opinión de porteños mismos. Otra dificultad que experimenté fue encontrar la variedad de porteños que quería entrevistar. Un tipo de persona a quien yo quería entrevistar era alguien que sea muy obvio que a el/ella le importara la imagen a un extremo, pero no tuve éxito en esta búsqueda, porque personalmente no tengo mucho contacto ni siquiera conozco una persona así, y me sentía muy incomoda de ir a algún lugar público y ponerme a hablar con una persona que proyectara esa imagen que quizás pensaría de mí que soy rara. (Qué se yo, puede ser que la preocupación evidente por la imagen se le pegó a mí). Otra dificultad que tuve trabajando en este proyecto fue la complicación con la cámara misma. Mi cámara digital saca aproximadamente 2 minutos y medio de película, así que esto complicó las cosas un poco más, en mi opinión, de lo necesario. Por ejemplo, algunas veces, fui a lugares públicos para hablar con personas desconocidas y sólo grabar un minuto con cada persona, o también para grabar escenas para los montajes; escenas de la vida porteña. Pero cuando fui a estos lugares públicos, siempre me tenía que limitar mucho, porque mi cámara sólo me dejaba grabar 2 minutos y medio; no podía grabar por los dudas y decir luego, “oh, no me gusta lo que él dijo, lo voy a borrar,” sino tenía que trabajar con lo que tenía. Y con las personas en lugares públicos que entrevisté, las entrevistas eran un poco apuradas, porque no había mucho lugar para ellos para decir cosas con muchos detalles. Hice dos entrevistas cuando tenía la computadora a mi lado mío, así que para estas, pude grabar dos minutos, transferí el video a la computadora, y seguí, así que estas dos entrevistas fueron un poco más tranquilas, pero tampoco ideales, porque hubiera sido mejor si no hubiera habido pausas, y los sujetos hubiesen podido dar rienda suelta a sus pensamientos sin ser interrumpidos en el proceso de pensar y la dirección en que estaban hablando. Otras veces, estaba hablando con personas que tenían opiniones muy interesantes que me hubiese gustado grabar, pero no tenía lugar en la cámara en ese preciso momento. Una vez, mi amiga extranjera me dijo, “no importa, grabá el video con mi cámara, después te lo mando. Tres semanas después, cuando el video por fin estaba en “youtube”, todavía no había recibido el video que habíamos grabado con juntas ya que tuvimos la complicación adicional que el video era demasiado grande para mandar por correo electrónico. Yo cuento mis dificultades personales con este proyecto del video como dueña de una cámara digital, además de una computadora muy buena que tiene (a veces) conexión al Internet; ni siquiera pensar en estudiantes que no tienen acceso a cámaras que puedan hacer video o al Internet; probablemente al fin conseguirán la forma de hacer videos para este proyecto, pero igual no es justo porque quizás no tengan los recursos necesarios, y pienso que es muy importante para Middlebury, si estudiantes en próximos semestres tienen que hacer este proyecto, les ayudaría tener un poco más dirección o, por lo menos, equipo que les facilite el trabajo.
El proyecto de video me ilustró muy bien el concepto de la “imagen porteña” que tienen los bonaerenses. Según mis investigaciones, puedo llegar a algunas conclusiones sobre los porteños y su imagen. Una conclusión es sobre la moda en Argentina; las entrevistas y mi lectura en libros, artículos, y reportajes me informaron sobre la falta de creatividad y originalidad en la moda popular de Buenos Aires. Un lugar en que se refleja este aspecto es en los negocios de ropas; en casi cada negocio popular en la ciudad, venden ropas del mismo estilo- por ejemplo, ahora el estilo de pantalones para mujeres son jeans muy ajustados y estrechos, y es muy difícil conseguir jeans de un estilo distinto a este; y es lo mismo para otras cosas como corte de pelo o camisas. Otro aspecto es la inclinación de muchos porteños de clasificar a personas que no siguen esta línea de moda o normalidad; por ejemplo, cuando yo mostré una foto de un amigo mío de los Estados Unidos que tiene un peinado “rasta” (dreadlocks) a una amiga de acá, ella inmediatamente me dijo, “ah, es rasta, entiendo,” y cuando yo intenté de decir que tiene un peinado “rasta” pero no hace otras cosas “típica” que hacen los rastas, ella no me creyó.
Los modelos que crean la imagen porteña vienen de muchos lugares- de los programas de televisión de los Estados Unidos, y de la moda en general en los Estados Unidos y Europa. Cómo una participante en las entrevistas que hice me contó, hay una cultura en Buenos Aires muy grande de “ser como”; ser como Paris, sobre todo. Esto es visible, por ejemplo, ahora que los negocios están empezando a anunciar productos para Navidad; aunque en Buenos Aires hace mucho calor en diciembre y enero, los anuncios tienen mucho que ver con la moda y asociaciones con el clima frío, porque este es el clima de Navidad en los Estados Unidos y Europa, y así se refleja la necesidad de imitar a países que posiblemente son admirados por las personas en este país.
Según mis fuentes de información, las razones del enfoque en la imagen vienen de muchos lugares distintos; de la cultura de conformidad que existe, de la cultura de mirar a otras personas (por ejemplo, es muy común escuchar la frase “te engordaste!” que en otros lugares, por ejemplo, en los Estados Unidos, sería un paso en falso), de la cultura latinoamericana de que siempre se tiene que dar una imagen buena- que se reflejaba en iconos y modelos como Evita y Juan Perón, con sus maneras de vestirse y presentarse. Y además, hoy en día, hay muchas teorías que dicen que el enfoque en la imagen tiene también mucho que ver con la situación económica en Argentina; el hecho de que desde hace mucho tiempo hay mucha inestabilidad económica en la Argentina, soporta la idea que la gente quiere poder controlar algo en sus vidas, y si eso puede ser sus imágenes físicas, bueno, adelante!
En general, este proyecto de video fue muy bueno para mí. Me dio la oportunidad de hablar con muchas personas de un tema que probablemente no hubiera hablado si no hubiese tendido este proyecto en mente. También me hizo ver las cosas de cada día que vi o experimenté en la ciudad con otros ojos que en otras situaciones no hubiera percibido. Me alegro que tuve esta oportunidad, y espero que otras personas disfruten y encuentren puntos interesantes en mi trabajo.
Este es el blog de los estudiantes del Programa de Middlebury College en America Latina. Aqui compartimos nuestras experiencias con la nueva cultura e intercambiamos historias, ideas, investigaciones... En fin, todo lo que pueda conectarnos y hacernos sentir parte de la misma comunidad. Ahhh! Y tambiéen podremos estar en contacto con nuestros compañeros en España!