A gente vai se encontrar aquí cada semana no semestre para o intercâmbio comunitário de opiniões e experiências, para pensar e debatir, e para compartilhar intuições e saberes… É o nosso objetivo que a sua profunda decisão de se integrar numa nova cultura léve-os a deixar um pedaço de istória nesta realidade nova… Por esso, peço-lhes que, em cada um dos nossos temas de debate façam-se a pergunta: “¿Cómo posso eu contribuir não só ao meu enriquecimento pessoal mas também ao da comunidade na qual moro?
¿Poderei, como estudante estrangeiro, deixar uma pequenha istória com os que vivem comigo? ¿Qué tipo de impacto deixarão eles em mim?”
Então, para começar, proponho que comentem sobre Florianópolis, Belo Horizonte, Niteroi, as cidades que, por alguns meses, serão suas casas. ¿Qual foi a sua primeira impressâo da cidade, o bairro, a gente…? ¿Qué partes da cidade tem visitado e conhecido? Tem encontrado diversidade social?
Espero essas respostas. Aquí estarei, escutándo-os sempre atraves da leitura… Façam a sua voz ser ouvida!
Liria
Elisa Herron-Sweet
Minha família me encontrou com sonrisos e abraços, e um apartamento super legal para mim ao lado da piscina. São Francisco é um bairro bonito e seguro, quase luxuoso, com árvores, portões, guardas e cachorros. A rua na praia (cinco quadras da casa) tem vários barzinhos, restaurantes e lojas, e a praia tem vista linda do Rio, mas a Bahia é poluida e não se pode nadar. Mesmo que a água seja suja, o resto da cidade é super limpa. Há pessoas que trabalham limpando as ruas dia e noite, que me impressiona muito. Aqui em Niterói nunca me sinto ameaçada; já me sinto confortável nos bairros que conheço.
Já conheço bem nosso bairro, São Francisco, a praia vizinha Icaraí, e o Centro. Conheço muito bem a Plaza de Shopping, onde eu vou quase todo dia por uma razão ou outra. Gosto de sentar e ver as pessoas passando, observando sua roupa, comportamento, e interações com outras pessoas. Uma coisa que todos nós reparamos é que as mulheres são, como regra geral, muito mais bonitas do que os homens – um fato desafortunado para mim. Também descobrimos que é muito difícil fazer coisas sem um CPF… ughh.
Já passei um dia no meu estágio, a Legião de Boa Vontade, um tipo de centro para servícios sociais. Conheci lá várias pessoas da favela, com baixo nível de escolaridade e o salário da bolsa família. Tenho amigos lá, especialmente o Patrick, um menino bonitinho de oito anos que me ajudou no meu trabalho de cadastrar. Meu trabalho normal vai ser relacionado ao programa para crianças depois da escola, e estou muito animada.
A gente já passou um tempo no Rio, mas até agora só conheci os lugares turísticos – Copacabana, Cristo Redentor, Pão de Açucar, a Maracanã. Parece que vou conhecer Niterói muito mais do que o Rio – o campus aqui na UFF tem um sentido de comunidade, é fácil navegar a cidade menor, dura muito tempo e dinheiro para chegar no Rio. Quero encontrar um lugar para jogar futebol, e também para fazer capoeira. Tem que trabalhar para conhecer pessoas aqui, mas as pessoas são abertas e gostam de norteamericanos… então, não deve ser tão difícil. Finalmente estou aqui no Brasil, e vou aproveitar.
Bom, que tem para dizer que a Elisa não disse? Meus pais de morádia me receberam bem, me ajudando conhecer a casa e o bairo. São jovens e muito simpaticos, a primiera noite saimos juntos para comer em um lugar que se chama Devassa, que era muito delicioso. São Francisco é muito bonito e seguro, é só que também é um poquinho caro. Mas a praia esta cheia de bares e restaurantes que, durante as noites do fim de semana, fique lotado de gente jovem e legal. A praia seria muito bonita se não fosse tão poluida. Caminhando na praia do São Francisco, Charitas o Icaraí que são os procimos bairos, se encontra muito lixo e aguas cheios de químicas. É estranho porque mesmo assim pessoas entram na aqua. Fora disso é um bom lugar para jogar futebol, correr, tomar sol e se divertir. Tem outras praias bonitas que ficam no lado oceanico, que ainda precisamos visitar.
Logo que chegamos aqui em Niteroi, conhecemos nossos tutores, outros alunos da nossa faculdade que ja nos ajudaram integrar com os outros estudantes. As pessoas aqui são muito legais e inteligentes. Da para discutir com eles sobre varias temas de hoje, e eles falam em circulos auredor de nos.
Ja conhecemos nossos caminhos por São Francisco mais ou menos, mas agora eu gostaria de conhecer mais o Rio. Niteroi é legal mas também não demonstra a realidade verdadeira e cotidiana da maioria do povo brasileiro. Também, como tem mais gente e é ou famoso Rio de Janeiro, tem mais festa e coisas para fazer la, de dia e de noite.
Meu estágio também vai ser muito legal, estou trabalhando em uma estação de radio. Ainda não comecei la, mas vou começar esta semana.
Eu quero também entrar em um programa de Capoeira, seria um bom método de fazer amigos, aprender sobre cultura e fazer exersicio.
Quero fazer varios coisas como a capoeira para exploitar essa oportunidade unica dado para nos por Middlebury.
Jennilee Brenes
Minha primeira impressão do Florianópolis foi...Ai, que frio! Eu não sabia que ia fazer tanto frio e não trazia um casaco! Foi engraçado, mas me ajudou começar as conversas então foi uma detalha útil.
Minha família é super legal. Tem uma mãe, filha e filho. A filha tem 20 anos como eu então nos divertimos muito juntos. Eles moram num apartamento perto da Beira Mar então é fácil e muito bonito correr com os brasileiros de manhã. Na realidade eu achei muito aparecido como São Diego.
Eu moro em Agronômica e quando cheguei em casa, eu percebi a diferença entre os padrões de vida no meu bairro. Antes de viajar ao Brasil eu ouvi falado sobre as favelas, mas não sabia que eram tão óbvias. Entendi a idéia básica sobre o que elas são, mas não sabia que ia aprender muito mais só olhando para elas. As casas mais cheques ficam mais perto do centro do que as favelas que ficam no morro. Elas estão mais longe da civilização onde não podem causar muitos problemas. São isoladas e o fato de que ficam no marginal da sociedade é nítida. Ainda não vou comentar muito sobre isso, mas queria notar a minha observação.
Falando sobre a diversidade, eu vou dizer que eu preciso a procurar. Não é tão óbvio como nos Estados Unidos. Eu não estou com certeza porque eu acho isso, mas estou com certeza que é diferente. No passado muitos imigrantes da Itália e Alemanha chegaram ao Florianópolis e Floripa ainda tem a influencia deles. Eu cheguei no Brasil com uma idéia sobre a influencia negro e índio, mas não me dei muito conta sobre os outros imigrantes.
Não tem muitas diferenças externas como a cor do cabelo e a pele. Eu preciso procurar pelas diferenças do caráter porque eles são muitos aparecidos, como no Vermont nesse sentido. Eu acho é um trabalho e vai durar todo o semestre achar as diferenças, mas é tudo bom. Já encontrei o grupo dos estudantes que é muito aparecido como os estudantes em Middlebury porque tem vidas cheias de atividades e um grupo que é muito relaxado, os quais são as características mais comuns nas universidades.
É difícil começar essa discussão das minhas primeiras impressões. Haviam muito, demais para escrever, e na realidade, ainda estou as formulando. Minha família me recebeu com beijos, abraços, e comida. A cultura da comida aqui foi uma das primeiras coisas que se destacou para mim. A comida brasileira é bem simples—arroz, feijão, carne, fruta—mas a quantidade que minha família consume é ridícula. Eu como e como, mas minha mãe nunca está satisfeita. Minha família consiste de minha mãe, uma irmã, dois irmãos, e outras pessoas que eu considero a “quase-família”: o namorado da minha irmã, a empregada, tios e avós quem passam alguns dias na casa. A família e a casa são bastantes abertas, criando um clima que eu gosto muito.
Moro no bairro residencial de São Francisco, perto às casas de Elisa e Roberto. Já conheço bem a praia de São Francisco, os restaurantes e barzinhos na praia, os mercados e as lojas na rua principal e onde posso pegar o ônibus ao centro. A praia é bonitinha e eu adoro morando só quatro quadros dela. Porem, não podemos nadar na água por causa da água suja da Bahia. Além da poluição dessa água, estou impressionada com a limpeza da cidade. Tem pouco lixo nas ruas. As outros lugares que conhecemos são a praia vizinha, Icaraí; a área adjacente à universidade; os pontos turísticas do Rio; e o centro, onde fica o shopping. Parece impossível passar um dia sem uma visita ao shopping.
A burocracia aqui no Brasil é um pesadelo. Parece impossível fazer qualquer coisa sem CPF—incluindo conseguir um celular e registrar com a policia federal. Mas estou aprendendo a crer o ditado brasileiro que as coisas assim vão “dar um jeito.” Até aqui, tudo deu certo apesar da burocracia.
Os brasileiros parecem um pouco paranóicos quanto a segurança e por boa razão: uma favela é uma das primeiras vistas do Rio no passeio do aeroporto a Niterói. No entanto, sempre me sinto segura, especialmente no meu bairro. Isso é uma das razões que estou feliz que o programa fique em Niterói, não Rio de Janeiro.
A UFF, nossa universidade, tem um campus, que cria uma sentido da comunidade. Por isso, é bastante fácil encontrar pessoas na mesma faculdade. Também, têm muitos barzinhos perto à universidade que estão cheias de estudantes nas tardes e noites. A gente já encontrou muitas pessoas. Eu gostaria participar em yoga ou capoeira para encontrar outras pessoas que não necessariamente assistem a UFF.
Brasil tem sido um sonho maravilhoso; as vezes esqueço que esse sonho é realidade. Não posso esperar pelos meses que vêm.
Ruby
Ashley Valle
O Brasil, onde começo? Tem tantas coisas pra dizer....
Bom, o Brasil é um lugar mágico. Pode ser que eu estou mistificando tudo, mas eu realmente sento como se fosse um lugar com uma energia distinta. Não sente como nenhum outro lugar que eu conheço.
Eu reconheço que o Brasil também tem muitos problemas que não cabem na frase *beleza pura* (do Senhor Caetano). As favelas, a violência...
Porem, o que eu vou mencionar pode ser desfrutado pela turista norte americana, o trabalhador assalariado, o empresário em Copacabana, e o morador duma favela.
Para começar, a primeira coisa que me impressionei muito do Brasil foi o ambiente físico. È realmente um lugar tão rico em esse sentido.
Tem os morros, majestosos e verdes, justo ao lado do mar turquesa. A área também é cheia de arvores que decoram a vista com violetas, vermelhos, verdes e amarelos. Orquídeas acentuam os jardines...
O ar sempre é saturado. Quente e molhado com um forte cheiro ao mar...
Mas a coisa mais impressionante do lugar é o entardecer. Quase cada noite, quando o sol se baixa, uma rosa alaranjada e forte invade o céu. Essa rosa alaranjada empurra o sol abaixo, ate o mar turquesa absorva o sol.
A outra coisa que me impressionei muito é a energia geral das pessoas. A fala é muito rápida e cheia de sonidos musicais. Para mim (pelo menos) a fala brasileira parece como uma musica, cheia de emoção e vida. Além da fala, os movimentos são muito energéticos também. Os gestos das mãos, a dança, a musica produzida pelas pessoas. Todas essas coisas são cheias de emoção, intuição e vida para mim. Talvez os próprios brasileiros não notem isto, mas para mim, uma estrangeira, é muito obvio (e muito distinto á vida e cultura norte-americana).
Bom, em fim, eu diria que o Brasil realmente é um paraíso para os cinco sentidos. Obviamente, tem uma grande parte da população que é excluída da fabrica social do Brasil, mas eu tenho fé que eles desfrutam das mesmas coisas como o resto da população. São pessoas excluídas, mas ainda são pessoas que gozam de vistas belas, cheiros bons, e a interação humana.
Elisa
Queria responder ao post de Jennilee (gosto do novo nome!)
É interessante que você acha Floripa parecida com São Diego, minha cidade. Acho que as cidades são mais ou menos do mesmo tamanho e têm o mesmo tempo durante o ano – e claro, as duas ficam no mar bonito! Que legal que você está na versão brasileira da minha cidade e que eu vou morar lá também no semestre que vem!
Concordo com suas observações sobre as favelas. No Rio, tem uma grandíssima área coberta de favelas, mas aqui em Niterói estão localizadas mais nas margens. Tem uma favela aqui em São Francisco, na base da montanha. É tão interessante como é fácil identificar essas áreas de favela, exatamente iguais como aparecem nos filmes e fotos que eu já vi. Ainda não entrei numa área de favela, mas se tiver a oportunidade e for seguro, eu gostaria.
É super interessante que você não vê a diversidade tão forte lá em Floripa – isso é uma diferencia bastante regional no Brasil. Lá no Sul do país, tem essa influência europea, mas aqui é mais misturada. Aqui no Rio, a diversidade é sempre aparente, com a maioria da população de cor morena. Talvez em Floripa eu seria normal, mas aqui as pessoas me acham super americana e loura todo o tempo.
Também eu queria saber como é que você conhece pessoas – é difícil? Só porque a gente está aqui num grupo de quatro, não estou sozinha como você. Você já tem amigos bons? Espero que sim. E você está gostando da universidade e suas matérias? Tá então, só estou curiosa sobre as suas experiências.
Beijos!
Elisa, Roberto, Ashley: minhas perguntas/meu comentário estão dirigidos para vocês.
Ontem eu fui ao Rio com minha família para lhes mostrar Ipanema e um pouco da cidade maravilhosa. Lá, dei conta que eu não conheço bem o Rio—só sei como chegar em alguns lugares, e todos eles são as pontas mais turísticas, como Cristo, Pão de Açúcar, Ipanema, e Lapa. Não conheço o sistema dos ônibus lá e até menos os restaurantes, museus, bairros, lojas, e feiras ótimas mas menos conhecidos. Enquanto eu sinto bem confortável em Niterói, ainda sinto como uma turista no Rio. Claro que isso faz sentido—passo muito, muito mais tempo em Niterói—mas ainda me surpreende porque nunca teria pensado que os treze quilômetros entre as duas cidades parecia tão longe.
Ta então, minhas perguntas: como vocês acham nossa experiência seria diferente se tivesse o programa numa universidade no Rio em vez de Niterói? Imagino que vocês, como eu, sintam mais confortáveis em Niterói também. Vocês gostam ter o programa em Niterói, ou preferiam tê-lo no Rio? Enquanto eu gostaria conhecer Rio melhor, acho que Niterói é melhor para mim. É uma cidade mais intima, e seja que nunca morei numa cidade grande na minha vida, Rio seria demais. Talvez. Realmente, não sei, só sei que Rio ainda me intimida muito. Também eu gosto que Niterói tem menos turistas e poucos americanos, porque isso nos força conhecer mais brasileiros e falar mais português. Claro que cada cidade tem suas vantagens e desvantagens, mas estou interessada em suas opiniões. Rio ou Niterói?