As torcidas cariocas: qual é o seu time do coração?
Elisa Herron-Sweet
Nos Estados Unidos, temos essa imagem do brasileiro torcendo com vigor pela seleção, a melhor do mundo. O brasileiro sempre usa a camiseta amarela, adora Ronaldinho Gaúcho e ama a seleção mais do que nada. Cheguei no Brasil e percebi com surpresa o fanaticismo pelo clube em vez da seleção; em vez da amarela, vi o rubro-negro, o tricolor, a estrela solitária. Nunca tinha visto uma dedicação tão forte a um clube de futebol, complementada pela rivalidade tão emocionante. Morar no Rio é estudar futebol, com todo mundo dedicando várias noites por semana ao seu time, e com o debate dos times de torcidas que nunca tem fim. Muitos estudos sobre as torcidas brasileiras enfocam no aspeto da violência; enquanto a violência tem papel no futebol, parece acontecer mais com as “torcidas organizadas” que perdem o vínculo com o clube e fazem violência pela violência mesmo (Pimenta). Isso é um grupo extremo com quem não quero me ocupar – prefiro falar das fidelidades profundas e o espírito de futebol em quase todo brasileiro.
Descobri que existe uma longa história dos clubes no Rio e uma tradição de herância nos torcedores, especialmente entre os quatro grandes clubes: Fluminense, Flamengo, Vasco da Gama e Botafogo. Aí, o que um torcedor achava de outro pode ser o mesmo do que cem anos atrás, quando os clubes surgiram na Cidade Maravilhosa. Esses aspectos da história e psicologia me fascinam, e queria explorar a questão do trocedor carioca: como explicar as suas percepções, sua mentalidade e sua fanatacismo. Fiz minha pesquisa assistindo jogos com as torcidas, conversando com torcedores e lendo sobre a história dos clubes e a tradição do torcedor no Rio de Janeiro. Tive o prazer de explorar um tópico que anima talvez mais brasileiros do que qualquer outra coisa.
Parte I: As origens e os primeiros anos dos clubes cariocas (corresponde ao meu primeiro vídeo, “História”)
Todos os historiadores concordam que o estudante inglês Charles Miller trouxe a primeira bola, com as regras, para o Rio de Janeiro em 1894. Futebol originalmente foi um esporte dos imigrantes europeus e elites, organizado em clubes exclusivos. Em 1902, O Fluminense Football Club “foi o primeiro dos clubes surgidos no Rio composto basicamente de jovens brasileiros da alta burguesia, que buscaram associar ao esporte ali praticado a imagem de refinamento e de cosmopolitismo” (Soihet, 291). Desde o começo Fluminese só aceitou sócios e jogadores da alta elite da sociedade carioca; os Fluminense originais tinham que ser, “sem sombra de dúvida, de boa família” (Guedes 106). Até o livro oficial do centenário do Fluminense caracteriza o Flu assim, falando da “fama de club da elite que o Fluminense passaria a ostentar desde então” (Cunha e Menezes 25). Em 1904 foi fundado Bangu Athletic Club, conhecido como o clube da fábrica, usando operários como trabalhadores – Bangu teve seus anos de glória mas hoje em dia o time é relegado à terceira divisão.
Além de Fluminense, os outros grandes times do Rio começaram como clubes de remo, outro esporte europeu e sempre das elites. O Clube de Regatas do Flamengo foi fundado em 1895 e o time de futebol do Flamengo “surgiu de uma dissidência do Fluminense” em 1915, depois de uma briga interna no Flu (Futebol no Rio de Janeiro). O Clube de Regatas Vasco da Gama foi fundado em 1898 como clube de colônia, ricos portugueses, que primeiro só participava de competições de remo e passava a ser uma potência em futebol começando em 1916 (Futebol no Rio de Janeiro; Levine 234). Em 1904, começou o Botafogo de Futebol e Regatas na mesma linha de que Fluminense, brancos de boa família (Soihet 291, Guedes 107).
As trajetórias dos vários clubes iam definir as suas identidades. Vasco da Gama foi o primeiro clube brasileiro a permitir a participação de negros e pobres no futebol, apesar de sofrer preconceitos e discriminações. Na década de 20 ocorreu a ascensão do Vasco à primeira divisão da liga, e foi com um time de ex-operários, muitos negros, que o Vasco ganhou o campeonato carioca em 1923 (Carrano 24; Soihet 297; Cunha e Menezes 83).
Nos anos 30, o presidente do Flamengo, Bastos Padilha, trouxe negros em grande números, ganhando torcedores não-brancas e das classes mais baixas no Rio e no Brasil inteiro (Levine 234). Botafogo sofreu protestos sobre discriminação e racismo, e depois de um tempo perdeu a base elite, tornando-se um time da classe meia-baixa industrial na Zona Norte do Rio (Soihet 292; Levine 234).
Fluminense preservou seu estatus como o time das elites, sempre o time mais aristocrático da cidade. Foi o último a aceitar negros, nos anos 60. No começo, o clube mandou que “disfarçassem sua negritude”; daí, o Flu seria conhecido pelo apelido “pó de arroz”, por causa de pintar os rostros dos jogadores negros (Levine 234-5; Carrano 24).
Nestes primeiros anos do século, na análise de Guedes, “a organização dos clubes de futebol…expressa as divisões da estrutura social e a transformação de limites sociais em fronteiras simbólicas, que utilizam o futebol como veículo” (106). As associações surgem acentuando diferenças sociais, de classe, de nacionalidade, de cor. Como observei na minha pesquisa, essas identidades originais iam ficar com os clubes a as suas torcidas até os dias de hoje.
Daqui para frente, o conteúdo corresponde ao meu segundo vídeo, “Torcidas cariocas”
Parte II: A mentalidade do torcedor
No Rio, os torcedores falam do seu “time do coração”; pessoas dizem que se sentem o time no seu sangue, é a raça. No mundo de futebol, torcer significa pertencer, sofrendo e celebrando com seu time. Mário Filho, o pai jornalístico do futebol brasileiro, escreveu nas suas crónicas, “Escolhe-se um clube como se escolhe uma mulher. Para toda a vida ou até que Deus separe. É mais difícil deixar de amar um clube do que uma mulher” (Cunha e Menezes 105).
O Hino de Flamengo declara, “Uma vez Flamengo, Flamengo até morrer” e o Hino do Fluminense começa “Sou Tricolor de coração…”. Uma troca de lealdades é visto como traição grave. Nas minhas entrevistas com torcedores dos quatro grandes times, pessoas falam com emoção do amor que se sentem pelo time, em tempos ambos bons e ruins. Um flamenguista me falou, “meu amor pelo meu time é inexplicável”. Um vascaíno explicou, “Vasco para mim é uma religião”. E uma fánatica flamenguista: “é uma paixão que vem assim, mais a cada ano, só aumenta, infelizmente, porque meu amor assim, é direitamente ligado a isso. Se Flamengo perde, eu fico triste, chateada, brigando com todo mundo. E se ganha, também eu estou feliz. Então, atrapalha um pouco minha vida as vezes, isso”.
Essa identificação com o time tem raízes no caráter herdado do lealdade ao clube. Carrano explica o processo normal e a trajetória da criança:
“No Brasil, essa fidelidade vem desde o dia do nascimento, quando o garoto recebe um nome, uma religião e um time de futebol para o qual vai torcer a vida toda. Fidelidade, que está expressa na porta do quarto da maternidade, onde os pais penduram um par de chuteiras e um uniforme em miniatura, representando o time de futebol do família. Ao longo da infância, há um contínuo processo de inculcação de valores e hábitos positivos sobre o time da família, e negativos, em relação às equipes adversários. Assim, aprende-se a torcer por uma determinada equipe de futebol” (34).
Quase todo brasileiro com quem eu falei no assunto deu a razão da família para explicar a fidelidade, normalmente o pai. Apesar de ser escolhido por causa de família, muitos insistem que seriam fidel de qualquer jeito, que é uma coisa que se sente. Um botafoguense explicou, “Meu pai é botafoguenese, normalmente tem filho botafoguense”, mas mesmo asism, “isso não é uma coisa imposta, vai se desenvolvendo”. Em uma entrevista com um pai e dois filhos fluminenses, o pai respondeu à pergunta “Porque fluminense?”: “Nasci assim. Colocaram a camisa em mim quando era nenezinho”. E quando perguntei o filho, o pai respondeu, “Botei a camisa nele”. O filho insistiu, “Eu também seria fluminense de qualquer jeito. Nasci para ser tricolor”.
Podemos ver que a família tem grande influência na fidelidade do novo torcedor, mas há mais que fortalece e aumenta a rivalidade dentro do Rio. Levine sugere “Partidos entre rivais tradicionais causam sentimentos fortes de solidariedade e lealdade baseados nas divisões sociais reais como classe, etnicidade, ou identidade de bairro” (234, minha tradução). É a proximidade física das torcidas rivais que aumenta a intensidade das emoções. Damo explica outra parte da mentadidade do torcedor: “As identidades clubísticas são contrastivas, de modo que o ‘pertencimento’ não se esgota no amor ao clube do coração, mas na aversão por outro, o seu contrário”. Depois, vamos ver mais evidência dessa identificação, quando torcedores contrastam o amor pelo clube ao amor pela seleção nacional.
Parte III: Percepções das torcidas agora
Dentro do Rio, existem um monte de estereótipos que definem cada torcedor dos outros clubes nos olhos dos rivais. Observei que as imagens que torcedores têm do “outro” frequentemente são ligadas à história antiga dos clubes. Já vimos que o grande número de torcedores fanáticos vem de famílas fanáticas. Em famílias assim, explica Damo, o “ ‘pertencimento’ a mesma agremiação remonta três e até quatro gerações, assemelhando-se a uma casta”. Porque os times surgiram no começo do século XX, as ligações familiares desde as origens ainda são fortes.
Um vascaíno entrevistado explicou, “Meus bisavós eram portugueses, aí, por influência de família, eu também torço pelo Vasco”. Até agora, os fluminenses e vascaínos são vistos como os times “de elite” por causa da história antiga.
Nas minhas entrevistas, Flamengo é sempre o time que recebe a mais atenção. Flamengo tem a imagem hoje não por causa das origens – o resultado de uma cisão em Fluminense – mas por causa das transformações começando nos anos 30, quando a torcida popularizou-se no país inteiro. A torcida do Flamengo é tão grande e o time tão forte que, como uma botafoguense me explicou, “Aqui no Rio de Janeiro, todas as pessoas que torcem para outros times, torcem contra o Flamengo”. Uma fanática flamenguista deu a sua perspetiva no assunto:
“É assim. Aqui no Rio, né, tem quatro grandes times assim, chamados de grandes. Só que na verdade, eles costumam falar que a maior torcida não é flamenguista, é anti-flamenguista. Só que nós somos maiores que as três juntas! Então, de fato, a maior torcida é a do Flamengo. E não só do Rio, somos a maior torcida do Brasil. 15% da população, foi a última pesquisa que saiu, é flamenguista…Somos mais importantes porque somos a maior assim”.
Tradicionalmente, Fla-Flu era o jogo clássico, mas hoje em dia a maior rivalidade parece ser entre Flamengo e Vasco, que tem a torcida segunda maior, com partes violentas, como a de Flamengo. Flamenguistas reconhecem essa rivalidade, mas tem grande desprezo pelos outros clubes e acham as outras torcidas insignificantes. Por exemplo, “Torcida, assim mesmo, é só do Flamengo que lota a Maracanã mesmo e tá sempre torcendo e o resto é… é resto. Não tem que falar das outras torcidas”. Um botafoguense reconhece o poder da torcida: “A torcida do Flamengo é uma torcida que destaque pelo número, pelo tamanho, pelo amor que tem realmente ao futebol.” Mas também, flamenguistas recebem críticas por torcer mais pela torcida do que pelo time, e até alguns flamenguistas concordam: “Eu torço pelo Flamengo porque eu gosto da torcida mais do que do time. Acho que, como muitos flamenguistas, são flamenguistas pela torcida…Não sei muito sobre o Flamengo, mas gosto muito da torcida, é muito bonita”. Também tem uma imagem do flamenguista bastante negativo; um joven fluminense me explicou com sinceridade que nos anos 80 Globo só passava jogo de Flamengo, influenciando a informação, e aí as pessoas que são mais influenciadas pela televisão passavam a ser torcedor do Flamengo – por causa disso que a torcida é tão grande, mas é também a população ignorante. Outro fluminense falou, “Dizem, não sou eu que vou dizer, mas dizem que quando tem jogo do Flamengo na Maracanã assim, a criminalidade na cidade cai, viu?” (A criminalidade cai porque todos os criminais estão dentro da Maracanã.) E um botafoguense tinha uma opinião similar: “[Acho que flamenguistas] são muito malandros. Eles que levam para fora a estereótipo do brasileiro como malandro, que isso não é verdade. Então, carioca flamenguista, ele é – ele leva a forma má do brasileiro”.
Finalmente, Botafogo normalmente recebe a menor atenção; “Coitada. Não ganha nada nunca! É um sofredor”. Até botafoguenses fala do seu sofrimento, da relação “de amor e ódio” com o clube. Botafogo teve a glória nos anos 60, e nos anos recentes não vai ganhando nada. Este caso mostra que não é só a tradição do time que ganha a torcida, mas o performance mais recente tem o seu fator também.
Parte IV: A seleção e o clube
Muitos estudos e comentários sobre futebol no Brasil enfocam na questão da seleção, o time nacional que representa o país na Copa Mundial e outros contestos internacionais. Estudos enfocam na identidade brasileira como definida através da seleção, e eu sempre achava que a seleção era sempre nas mentes do brasileiro. Foi com surpresa que descobri o amor pelo time, o clube, é geralmente muito maior do que pela seleção. Nas minhas entrevistas, perguntei qual era mais importante para esses torcedores e porque. As respostas que recebi eram variadas e bastante interessantes.
Primeiro, tem o fato de que os jogadores da seleção jogam fora do país, normalmente em clubes na Europa, fazendo com que brasileiros se sentam como se a seleção não realmente representasse o país, e não tem os jogadores que eles amam da liga nacional. Talvez ligado a isso, alguns torcedores fala da profissionalização da seleção e a conseqüente perda de amor: “As vezes a gente não vê por parte destes jogadores um amor tão grande pela camisa como existia antigamente. Acho que a gente tem muito amor a raça.. jogando, indo pelo time, pela equipe”. Eles sempre acham que o seu clube representa esse amor mais do que a própria seleção.
Numa outra área de crítica, fanáticos não gostam da maneira em que todo brasileiro apropria o futebol em tempos da Copa do Mundo: “Na verdade, não é todo brasileiro que gosta de futebol não – isso daí é mito. Inclusive muitas pessoas que não vem futebol de quatro em quatro anos com a copa, entendeu?” As pessoas que não tem clube do coração, que “não ligam ao futebol”, sempre gostam muito da seleção. Os fanáticos se sentem como se o verdadeiro amor pelo futebol fosse só expressa na torcida do clube.
Uma razão fascinante é ligada à mentalidade da rivalidade entre os clubes. Um vascaíno tentou explicar porque Vasco é muito mais importante do que a seleção, dizendo que vascaíno tem rivalidade com botafoguense, fluminense, flamenguista, enquanto o Brasil só tem Argentina. Não é muito comum encontrar um argentino para implicar: “É essa rivalidade que me faz torcer mais pelo Vasco do que pro Brasil”. A presença do rival nos contestos clubísticos dá muito mais prazer do que a não-presença de Argentina quando a seleção joga. Um joven fluminense falou, “Eu digo que eu torço mais pelo meu time, porque para a seleção, se juntaria com os flamenguistas, então, por isso, não. Torço mais pelo meu time”.
Além de todas essas explicações, a mais comum era o simples fato de que os torcedores passam o ano inteiro, todo dia, vibrando e sofrendo com o clube, e não tem nada da mesma coneção emocional com a seleção. São os flamenguistas que expressam melhor: “Quando você vê um jogo do Flamengo, pela torcida, não existe nem jogo do Brasil que emociona as pessoas assim”. E a fanática: “É uma coisa que a gente não chama nem de torcida, a gente chama de nacão rubro-negra. Porque para mim, assim, é isso o sentimento que eu tenho. Inclusive, eu prefiro ver jogo do Flamengo do que jogo do Brasil…. Gosto também, torço pelo Brasil, mas é diferente, assim. Flamengo sim é a minha nação – falo que é a minha nação, e não Brasil”.
Conclusão
Amor pelo futebol no Rio é inexplicável, o mais profundo que eles se sentem. Uma parte crucial de ser torcedor é ter rivais, e não tem falta de rivais no Rio de Janeiro. A rivalidade se faz mais forte por causa da longa história passada pelas famílias e as torcidas mesmo. A história é muito presente nessa obsessão nacional, e mais importante para os clubes do que a seleção. Todo torcedor, amador de futebol, torce pela seleção, mas a emoção pelo clube não tem limites. Na minha pesquisa, ouvi histórias de dedicação ao clube, de grande alegria e sofrimento. Posso confirmar que a identificação como flamenguista, tricolor, vascaíno e botafoguense é uma parte integral da identidade pessoal, e talvez mais forte do que a identidade como brasileiro.
Fontes:
Carrano, Paulo Cesar Rodrigues (org.) Futebol: paixão e política. Rio de Janeiro: DP&A Editora, 2000.
da Cunha e Menezes, Pedro. Fluminense Football Club, 1902-2002: 100 anos de glórias. Rio de Janeiro: Andrea Jakobsson Estúdio Editorial Ltda, 2002..
Damo, Arlei Sander. “Futebol e estética”. São Paulo Perspectivas, vol.15 no.3 São Paulo July/Sept. 2001
<http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-88392001000300011&script=sci_arttext&tlng=>.
“Futebol no Rio de Janeiro”. Guia Rio de Janeiro para cariocas e turistas. <http://www.colorfotos.com.br/rio_de/r-fute.htm>.
Guedes, Simoni Lahud. O Brasil no campo de futebol: Estudos antropológicos sobre os significados do futbeol brasileiro. Niterói: EDUFF, 1998.
Levine, Robert M. “Sport and Society: The Case of Brazilian Futebol”. Luso-Brazilian Review, Vol. 17, No. 2. (Winter, 1980), pp. 233-252.
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Mercio, Roberto. A História dos Campeonatos Cariocas de futebol. Rio de Janeiro: Studio Alfa, 1985.
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Soihet, Rachel. “O povo na rua: manifestações culturais como expressão de cidadania”. Em Ferreira, Jorge e Delgado, Lucília Neves, O Brasil Republicano, volume 2. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira, 2003.
Vieira, Cláudio. Maracanã: Templo dos deuses brasieliros. Rio de Janeiro: MAUAD Editora Ltd, 2000.
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fernadno dijo
O FLAMENGO E UMA MERDA E TIME DE CUZÃSO EU ATE INVENTEI UMA MUSICA O TUES TIME OTARIO CUZÃO PUTA VIADO E LADRÃO ADEU S MENGO
VASC O MELHOR TIME DO MUNDO FLAMENGO O MAIOR TIME CU DO MUNDO
2 Mayo 2008 | 10:02 PM