Ruby Bolster - A Poluição da Baía de Guanabara
Poluição e a Baía de Guanabara
A Baía de Guanabara é bem conhecida a qualquer morador de Rio de Janeiro. Algumas pessoas falam que a melhor atração de Niterói é a vista da cidade maravilhosa: uma vista que engloba Pão de Açúcar, Corcovado e o Cristo Redentor, as montanhas e os arranha-céus que formam uma silhueta inesquecível, tudo no outro lado da Baía. Quando cheguei no Brasil e vi que minha casa ficava cinco quadros da praia, minha nova mãe brasileira me avisou que nossa praia de São Francisco e as outras praias da Baía são muito poluídas e não se deve entrar na água. Logo depois consegui um estágio com o Instituto Baía de Guanabara, onde aprendia muito mais sobre o problema formidável de poluição da Baía.
A Baía de Guanabara é a segunda maior baía do litoral brasileiro com uma área de 380 km2 (“Baía de Guanabara”). As águas de 55 rios e riachos em 16 municípios se enchem na Baía, e a qualidade da água da Baía é influenciada pelo nível de poluição destes 55 rios. Estes 16 municípios que compartilham uma fronteira com a Baía têm 10 milhões de habitantes (ou 80% da população do estado de Rio de Janeiro) e 7,6 do 8 milhões habitam na bacia da Baía (“Situação Ambiental Atual”).
A poluição da Baía de Guanabara é um grande parte uma conseqüência do crescimento urbano e desenvolvimento industrial que se intensificou nas décadas de 1950-1960. A baía tem sido vitima da urbanização desordenada. Os bairros de classe media e alta cresciam sobre aterramentos da Baía e destruíam os ecossistemas destas áreas. A classe baixa começaram a ocupar áreas sem planejamento urbano organizado (“Baia”). O crescimento populacional não tem sido acompanhado pela execução adequada dos serviços de saneamento e drenagem, e os esgotos se tornam rios de lixo e carga orgânica que se drenam na Baía. A falta de tratamento dos esgotos sanitários é a principal fonte de poluição orgânica. 85% dos 7,6 milhões de habitantes na bacia da Baía não recebem tratamento (“Relatório Controle Industrial”). Também, é estimado que 464 toneladas de carga orgânica é lançada na Baía por dia, um volume equivalente ao Maracanã (“Situação”). A poluição orgânica pode provocar o crescimento de certas algas tóxicas à vida aquática e à saúde humana. Sem locais suficientes para receber lixo, as pilhas fortuitas de lixo proliferam as doenças, contaminam o solo, obstruem os sistemas de drenagem e poluem as águas. Segundo o Centro de Informação da Baía de Guanabara (CIBG), um pólo de referências criado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro, dos 13.000t/dia de lixo gerada, 4.000t/dia não são coletadas e chegam a ser vazadas nos rios, canais e terrenos baldios. Dos 9.000t/dia que são coletados, 8.000t/dia são lançadas num aterro que logo estará esgotada (“Relatório”). É obvio, então, que as organizações dedicadas à despoluição da Baía deve privilegiar a reorganização do sistema de planejamento urbano, principalmente as redes de coleção de lixo e o tratamento do esgoto.
A poluição industrial é outra conseqüência dos projetos de desenvolvimento e o crescimento de industria nas décadas 1950-1960. Segundo o CIBG as fontes potencias de poluição na bacia incluem: “14.000 estabelecimentos industriais, 14 terminais marítimos de carga e descarga de produtos oleosos, dois portos comerciais, diversos estaleiros, duas refinarias de petróleo, mais de mil postos de combustíveis e uma intrincada rede de transporte...” (“Baía”). 400 destas indústrias são responsáveis pela maioria dos poluentes industrias lançados nos rio e na Baía de Guanabara. A maior poluidor é a Refinaria Duque de Caxias (REDUC), que lança derivados de petróleo e matais pesados. Também há inúmeros acidentes em operações de carga e descarga de petróleo e produtos químicos. Estes tóxicos danificam as manguezais, a qualidade de água na Baía e os animais que habitam a Baía. Existe tanta indústria na bacia da Baía que o controle industrial é outra prioridade para as organizações em combate com a poluição.
Para entender a situação atual da poluição da Baía, é também preciso dar uma olhada à coisa maior—a situação ambiental fora da urbanização e industrialização do Rio de Janeiro. O ecossistema da Baía é diretamente ligado aos ecossistemas dos rios que se drenam na Baía e as terras da bacia. As grandes causas da degradação ambientes incluem desmatamento, destruição de manguezais, aterros, e acidentes ambientais. A Mata Atlântica tem sido reduzido a 1.265km2, ou só 37,5% da floresta original (“Situação”). Esta enorme redução causa erosão, deslizamentos, secos e inundações. A destruição de manguezais reduz a capacidade de reprodução de varias espécies da vida aquática e intensifica o processo de assoreamento, ou a obstrução dos rios por sedimentos que reduz a profundidade da Baía. Os aterros tem reduzido o superfície original da Baía e também a sua capacidade de autodepuração, ou a capacidade natural de um corpo d’água de voltar a ser limpo (Programa Nascentes da Baía de Guanabara). Então, com estes grandes processos de degradação ambiental, deve ser óbvio que a despoluição não é só uma questão de políticas urbanas mas de políticas ambientais feitas pelo país inteiro.
A despoluição é sendo combatida por varias organizações e órgãos políticas. Em particular, há três instituições importantes envolvidas no controle industrial. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (SEMADUR) “atua...no controle das diversas formas de poluição, no gerenciamento dos recursos hídricos, de flora e fauna e...a ocupação do solo urbano” (“Relatório”). A Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (FEEMA) atua como órgão executor da Política Estadual de Controle Ambiental, particularmente no construção de padrões de controle ambiental e o licenciamento de atividades poluidoras. A terceira instituição é a Comissão Estadual de Controle Ambiental (CECA). CECA tem a função da policia ambiental no Estado do Rio de Janeiro, acerta que as indústrias estão seguindo as normas ambientais; também propõe ao SEMADUR as medidas recomendadas pela FEEMA (“Relatório”). Estás três instituições criam a grande maioria das políticas ao respeito da poluição (ou as vezes só recomendam o que as políticas devem ser). Também, elas conduzem uma grande parte das pesquisas sobre a Baía e geram esta informação a outras instituições, os organizações não-governamentais e o público.
A poluição da Baía afeta a vida cotidiana dos 10 milhões habitantes dos 16 municípios localizados ao redor da Baía; por muitos, o seu emprego e a saúde pessoal é ligado à qualidade das águas da Baía. Como resultado, muito dinheiro tem sido investido em projetos formadas principalmente para a recuperação da qualidade da água. O Projeto de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG) foi criado em 1994 com verbas dadas pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID- US$350 milhões), pelo Banco Japonês para Cooperação Internacional US$237 milhões) e pelo governo estadual (US$206 milhões). O Projeto tem seis componentes: saneamento, coleta de lixo, controle de inundações, mapeamento digital da região e vários projetos ambientais (“Planos e projetos de recuperação”). Outro projeto importante é o Programa de Revitalização Ambiental da Baía de Guanabara. Com um orçamento de R$51 milhões, se concentra em quatro componentes: “projetos em parceria com os municípios; aprimoramento operacional dos órgãos ambientais; revitalização e proteção de Unidades de Conservação e Pesquisa, recuperação e educação ambiental” (“Planos”).
O Projeto de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG), na sua lista de soluções, se enfoca nos três fontes principais da poluição: o esgoto doméstico, os resíduos sólidos e a poluição industrial. Como Marcella ao Instituto Baía de Guanabara fala, o esgoto doméstico é o maior poluidor; faz sentido, então, que o PDBG tem dedicado a maioridade de seus recursos às obras de saneamento. Com o financiamento do BID e o Banco Japonês, os sistemas de coleta e de tratamento de esgotos têm sido ampliados. Estas mudanças são estimadas a beneficiar os 5 milhões de pessoas que moram em 32 favelas de Rio de Janeiro e Niterói. Também os investimentos do PDBG nos sistemas de abastecimento de água beneficiarão um milhão de habitantes (“Relatório”). Outra preocupação é o controle e a destino final do lixo. Para determinar como o lixo urbano será controlado, o Governo do Estado criou o Programa Pró-Lixo foi criado em 2000. Quarenta e sete municípios assinaram em acordo com o Estado, beneficiando cerca de 2 milhões de habitantes (“Relatório”). O terceiro foco do PDBG é o controle industrial. Os objetivos do PDBG ao respeito dos 455 indústrias mais poluidoras incluem uma redução em 90% da carga orgânica, uma redução em 95% de óleos e graxas, fazer levantamentos e elevar a atividade de fiscalização. Para realizar estas metas e manter uma indústria “sob controle”, o PDBG plana a caracterizar as indústrias, definir as ações de controle precisas, analisar as medidas propostas e as implementar (“Relatório”). Até agora, o PDBG tem tido o maior sucesso com as obras de saneamento e também tem gastado quase tudo de sua orçamento neste campo.
Quatro estratégias tem sido prepostas por o PDBG e FEEMA e considerados pelo governo estadual no controle industrial. A primeira estratégia se enfoca no controle individual de 55 indústrias consideradas a ter a maior potencial poluidor. Estas indústrias incluem as indústrias químicas como Petroflex e as refinarias como REDUC, uma companhia responsável por 80% da poluição industrial na Baía. Algumas das ações feitas dentro esta estratégia são avaliações do tratamento de efluentes líquidos, de controle de emissões atmosféricas, de controle de resíduos sólidos e da contaminação de solo (“Relatório”). A segunda estratégia ataca as 26 empresas que trabalham com os derivados de petróleo e 74 atividades de médio potencial poluidor. Nesta estratégia, as mesmas avaliações da primeira estratégia estão sendo feitas, junto com o licenciamento da atividade (“Relatório”). Enquanto as duas primeiras estratégias se concentram nas grandes empresas, a terceira trata o que ela chama “o sistema central de tratamento,” ou 300 indústrias de pequeno porte. Estas empresas trabalham com metalúrgica, químicas, farmacêuticas e alimentícias. Estudos têm mostrado que estas pequenas empresas freqüentemente operam fora dos padrões de controle e precisam de investimentos para atingir as normas ambientais. A quarta e final estratégia proposta aborda a controle de óleo através os estaleiros, dos quais há quinze na Baía de Guanabara. Esta estratégia usa levantamentos da situação atual e da legislação, vistorias e uma re-organização da infra-estrutura. Vemos que as estratégias vão de controlar poucos indústrias que poluem muito a controlar muitas indústrias que poluem muito. Qual estratégia é a mais efetiva ainda tem que ser revelada: o governo ainda não tem escolhido a qual ele vai se dedicar.
Não obstante, a despoluição não é só uma questão das políticas do Governo do Estado ou das prefeituras. Cada pessoa que mora na bacia da Baía tem a potencial de influir a situação ambiental. Até o ato simples de jogar lixo na lixeira tem um efeito mais positiva do que seria se o deixasse na rua ou no chão. É importante educar crianças sobre a poluição da Baía e a degradação ambiental em geral para que eles carreguem e fortaleçam a tradição de ação ambiental. O cuidado da Terra é o trabalho de cada cidadão do mundo.
Fontes:
“Baía de Guanabara.” FEEMA- Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente. 29 Nov. 2007 <http://www.feema.rj.gov.br/baia-guanabara.asp?cat=75>
Entrevista com Marcella, Instituto Baía de Guanabara, 4 Dez. 2007.
“Planos e projetos de recuperação.” Instituto Baía de Guanabara. 30 Nov. 2007 <http://www.portalbaiadeguanabara.org.br/portal/exibe_sub.asp?id_sub=47>
Programa Nascentes da Baía de Guanabara: exposição permanente e itinerante. Instituto Baía de Guanabara. Concepção: Alba Simon e Dora Hees de Negreiros. 1997.
“Relatório Controle Industrial – Maio 2005.” 24 junho 2005. Centro de Informação da Baía de Guanabara. 29 Nov. 2007 <http://www.cibg.rj.gov.br/detalhenoticias.asp?codnot=356&codman=28>
“Situação ambiental atual.” 4 junho 2001. Centro de Informação da Baía de Guanabara. 28 Nov. 2007 <http://www.cibg.rj.gov.br/detalhenoticias.asp?codnot=95&codman=28>

jennilee brenes dijo
so um pequeno comentario...desculpa se nao tiver acentos porque o cmputador que estou usando nao tem!:
Quando li o trabalho de Ruby titulado "A Poluição da Baía de Guanabara" me dei conta de uma situação nos Estados Unidos no meu estado onde as industrias estavam poluindo os rios. Neste caso os rios foram poluídos e dai o agua que as cidadãos beberam foi contaminado. Em Woburn, Massachusetts havia uma experimentação famosa onde o resultado criava Cancer para as cidadãos que moravam e beberam o agua. O resultado era que algumas pessoas morreram por causa de ficar doente e contratar cancer.
Durante Ruby's argumento eu vi que tinha muita informação sobre porque a praia era poluída e o que ela e os espertos sugeriam para prever e melhorar a situação na praia mas o trabalho não falou sobre as consequências físicas que as cidadãos que moram perto da praia sofrem. E óbvio que devem existir consequências então vai ser interessante examinar neste ponto de vista.
Um outro tema pode ser a eficácia e eficiência da politica publica do governo. Poder ser interessante ver se a politica esta sendo implementada correctamente e com o máximo resultado. Também pode examinar se a limpeza da praia e uma prioridade do estado. E óbvio que ele não vai quer a praia ser contaminada mas também e óbvio que existe prioridades para o governo então de qual grau e importante para o Estado?
30 Diciembre 2007 | 05:50 PM